Morre Sapatão, eterno ídolo do Bahia e zagueiro do heptacampeonato

Sapatão foi Heptacampeão baiano pelo Esporte Clube Bahia

Sapatão venceu sete baianos consecutivos pelo Bahia (Foto: Betto Jr/CORREIO)

Ex-zagueiro que marcou seu nome na história do Esporte Clube Bahia ao fazer parte do elenco do tricolor na campanha vitoriosa do campeonato Baiano de 1973 e 1979, Sapatão morreu nesta sexta-feira (05) aos 72 anos. Élcio Nogueira da Silva estava na UTI do Hospital da Bahia e respirava com a ajuda de aparelhos. Ele deu entrada no hospital no dia 17 deste mês. No último dia 2, ele foi diagnosticado com coronavírus. A diretoria tricolor manifesta solidariedade aos familiares e amigos. O presidente Guilherme Bellintani prestou todas as condolências à filha Renata e providenciou uma bandeira para o seu sepultamento. O clube vinha acompanhando o caso desde a semana retrasada através do gerente de marketing Lênin Franco, amigo da família. Ao todo, Sapatão disputou 450 jogos – em 224 deles o Bahia não foi vazado – e ele marcou 12 gols. Nasceu em 15 de outubro de 1947, em Campos-RJ.

 

O zagueiro Sapatão marcou seu nome na história do Esporte Clube Bahia na década de 70. Ele fez parte dos times do Tricolor que conquistaram o heptacampeonato baiano entre 1973 e 1979. A campanha do heptacampeonato (de 1973 a 1979) teve 228 partidas, com 142 triunfos, 75 empates e apenas 11 derrotas. Sim, em sete temporadas o Bahia perdeu somente 11 jogos. Foram 419 gols marcados e 102 sofridos. Além do Esquadrão de Aço, jogou também no Santa Cruz.

Após pendurar as chuteiras, ele se tornou técnico e também fez história na função ao dirigir equipes do interior. Ele foi campeão baiano da Série B comandando o Ypiranga em 1990, o São Francisco do Conde em 1996, o Camaçari em 1997 e o Camaçariense 2003. À frente do Juazeiro, foi vice-campeão estadual em 2001.

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