Clubes baianos já representaram a Seleção Brasileira em torneio

Seleção Brasileira perdeu para o Chile na prorrogação

Foto: Fluminense de Feira

No ano de 1957, ocorreu no Chile na disputa da taça Bernando O\’Higgens (líder da independência Chilena), que anualmente reunia a seleção Brasileira e Chilena. A Confederação Brasileira de Desportos, hoje CBF, escolheu a Bahia para representar o Brasil. O time brasileiro foi formado por atletas de cinco agremiações baianas: Vitória, Bahia, Botafogo-BA, Ypiranga, Galícia e Fluminense de Feira. Dos 19 jogadores, sete eram do Vitória (Albertino, Boquinha, Pinguela, Ceninho, Lia, Matos e Teotônio), dois do Fluminense de Feira (Periperi e Raimundinho), cinco do Bahia (Henrique, Vicente Arenari, Zé Alves, Otoney e Wassil), dois do Ypiranga (Pequeno e Hámilton), um do Galícia (Walder) e um do Botafogo-BA (Nelinho). Além do técnico Pedrinho, que também era do Vitória, e o preparador físico José Coelho.

 

O primeiro confronto se deu no dia 15 de setembro, um domingo. Sob a arbitragem do inglês Walter Manning, os chilenos venceram os brasileiros. O gol dos adversários foi marcado por Meléndez aos 14 da primeira etapa. Neste dia a a Seleção Baiana/Brasileira foi a campo com: Periperi, Pequeno, Walder (Henrique), Pinguela e Nelinho; Boquinha e Teotônio (Wassil); Matos, Ceninho, Otoney e Raimundinho.

No jogo de volta, o selecionado brasileiro foi a campo com: Periperi (Albertino), Pequeno, Henrique, Pinguela e Nelinho; Zé Alves e Teotônio; Matos, Hamilton, Otoney (capitão), Raimudinho (Wassil). No confronto o empate se deu em 1 a 1 com a partida sendo mediada pelo chileno Danor Morales. Matos, jogador rubro-negro, marcou aos 15 minutos do primeiro tempo. O jogo foi decidido na prorrogação bastante tumultuada,

Após a entrada desleal do atacante chileno Fernández no goleiro Periperi começou uma confusão generalizada com invasão de campo e intervenção policial. O goleiro do Touro teve que ser substituído e o juiz sequer deu advertência ao atacante adversário. Faltando um minuto pra acabar a prorrogação e a seleção Brasileira levantar a taça, pois jogava pelo empate, o atacante Fernandéz conseguiu fazer um gol de cabeça e dar o título a seleção do Chile. Segundo relatos, o gol teria sido ilegal. O árbitro Morales não teria visto um toque de mão do atacante chileno Musso, que também participava do lance.

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1 Comentário

  1. Não tinha como o árbitro dar cartão a qualquer jogador em 1957, já que não existia esse tipo de punição. Os cartões só foram utilizados a partir da Copa de 1970. A advertência ou a expulsão dadas pelo juiz eram verbais.

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