PASSADO X PRESENTE: O FUTEBOL, MAGIA, A MÍTICA E A ATUALIDADE}

"é importante mostrar a e(in)volução do futebol até a atualidade"

Foto: Paste Magazine

Nessa parada forçada estão sendo transmitidos alguns jogos da Seleção Brasileira de 1970, 1982, 2002, 2005, dentre outros, e assistindo algumas dessas partidas é possível observar as mudanças passadas com o tempo e como um bom apreciador de futebol, resolvi tecer algumas informações sobre o que pude ver a respeito disso e fazer uma humilde analise sobre cada período e comparar com o futebol atual. Eu como tenho 38 anos não pude acompanhar de fato jogos completos das seleções de 1970 e 1982 e a oportunidade que foi dada aos telespectadores com a reprise completa desses jogos, foi uma chance impar de ver grandes nomes da história do futebol, desde o Rei Pelé, Tostão, Gerson, Jairzinho, Zico, Sócrates, Júnior, dentre outra gama estrelada com muitos craques que Brasil mostrou para o mundo.

 

Com relação à Copa do Mundo de 1970, a primeira impressão que tive deu conta que o ritmo do jogo era muito mais cadenciado que atualmente, o apelo sobre o preparo físico dos atletas era muito menos exigido, contudo era preciso ter técnica apurada para poder figurar naquela seleção. As tramas ofensivas se sobrepunham à preocupação com a parte defensiva, até pelo poderio ofensivo daquela seleção se confiava muito mais que estes gênios resolveriam as partidas fazendo mais gols do que iriam tomar.

Insta observar também que o apelo nacionalista da época trazia a Seleção do Brasil para perto do povo, não havia a interferência econômica absurda que há hoje e os jogos da seleção eram para Brasileiro ver, não estrangeiros como é hoje. Nessa Copa, em especial, foi a copa de lances míticos protagonizados pelo Rei, ironicamente, de gols não feitos contra o Uruguai ao driblar Mazurkiewicz sem tocar na bola, a cabeçada que Banks inacreditavelmente defendeu e o chute de antes do meio campo contra Tchecoslováquia, Por um fio, não entrou o mais extraordinário gol de todas as Copas passadas, presentes e futuras, tão magico que todos paralisados viram a bola tirar o maior fino da trave. Por fim, o Brasil se sagrou tricampeão mundial naquele ano.

Titulo que não veio com a seleção de 1982, mas, em compensação, foi um time inspirador, ofensivo, com técnica apuradíssima, contava com Telê Santana e seus comandados: uma equipe que encantou o Brasil e o mundo. Com um elenco abarrotado de craques, a equipe jogava bonito desde antes da Copa do Mundo, sempre de forma ofensiva e envolvente. Os talentos individuais se despontavam em grande fase e a sintonia entre eles era notável. Passes de primeira, de calcanhar, lindos gols em jogadas bem tramadas e classe de sobra até nas roubadas de bola assim jogava a Seleção de 82.

Essa Seleção de 82 é até hoje referência de futebol-arte para muitas pessoas ligadas ao esporte e, a despeito da colossal frustração, já na volta para casa a reação dos brasileiros foi positiva. Os grandes jogadores, assim como o técnico Telê Santana, foram recebidos por milhares de pessoas em festa, fato raro de ocorrer com uma equipe de futebol derrotada carregando tamanho favoritismo.

Enfim, em meio a essa nostalgia o importante é mostrar a e(in)volução do futebol até se chegar ao futebol que se joga hoje, um abismo entre a técnica e a exuberância física, a ausência de espaço e a carência de craques de fato atualmente mostra que a técnica apurada hoje em dia é sobreposta por atletas que não jogam o fino da bola, mas correm, ocupam espaço, marcam e pouco se preocupam em dar espetáculo de fato.

Os vídeos no fazem viajar no tempo e além de nos dar a oportunidade de ver erros e acertos de mitos de nossa seleção, vi Pelé chutar a bola quase para fora do estádio, coisa impensável no imaginário de quem não tinha visto o jogo inteiro de fato, mas a sua genialidade sobrepõe qualquer desses momentos, afinal não há perfeição em ninguém.

Por fim, fica a reflexão, me fez me apaixonar mais ainda por futebol e, para os profissionais do esporte que com certeza viram, que se torne um inspiração em campo, que façam esses atletas de hoje ousar mais quando jogarem, que sejam mais criativos sem medo de errar, que não temam em tentar fazer coisas que realmente deixem marcados em nossos corações apaixonados pelo esporte mais apaixonante do mundo, o FUTEBOL.

Diego Campos, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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