Meia brasileiro relata apreensão em única liga europeia em atividade

Danilo Campos é meia do Dinamo Minsk, de Belarus

Foto: Divulgação/Dinamo Minsk

Natural de São Luís e filho do ex-atacante maranhense Wamberto, que fez longa carreira no Ajax e em alguns clubes belgas, o meia Danilo Campos é um dos oito jogadores brasileiros que atuam no futebol de Belarus, onde o futebol segue rolando em meio a pandemia do coronavírus. O atleta de 30 anos, que está no Dinamo Minsk desde o início do ano passado e tem contrato apenas até o final de junho, relatou a apreensão e o medo pela continuidade da Liga e torce pela paralisação, assim como ocorreu em quase 100% dos campeonatos ao redor do mundo.

 

“Todo mundo parou. Espanha, Inglaterra, Itália… se as principais ligas pararam, com jogadores que ganham salários absurdos, por que não aqui também? Todo mundo abrindo mão. A gente tem que olhar para eles e seguir o mesmo passo. A gente fica meio nervoso, fica com pé atrás, com medo. Não sabe o que pode acontecer amanhã. Hoje está tudo funcionando. Amanhã, não sei. Pode ser como na Rússia, que não pode sair na rua. Eu até sei falar russo, mas não consigo ler. Então, tenho que sair para ir ao mercado. É difícil”, desabafou.

O campeonato de Belarus concluiu sua terceira rodada neste domingo. Ele foi titular nas três partidas do seu clube. No meio da próxima semana, jogos das semifinais da Copa do país serão disputados. Danilo, e mais sete brasileiros que atuam na liga, não escondem a apreensão.

“Já faz umas duas semanas que dizem que vão adiar, mas há sempre uma desculpa. Agora dizem que fecharam contratos com a TV. A gente vê o que vai acontecendo no resto do mundo e, querendo ou não, fica preocupado. Temos família. Eles ficam preocupados com o que pode acontecer. Não é algo para brincar. Todos os países aqui em volta pararam” opina Danilo.

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