Clubes se reúnem nesta quinta por teleconferência para definir calendário

Clubes devem definir férias coletivas de 30 dias

Foto: Ronald Lincoln

Buscando soluções para diminuir os efeitos da crise por conta do coronavírus, os clubes tentaram um acordo com os atletas que incluía férias antecipadas de 20 dias e redução do salário em 25% durante o período de paralisação do futebol. No entanto, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (FNAPF) divulgou uma nota informando que a proposta foi recusada. Depois da recusa dos jogadores, os dirigentes dos 46 principais times do país se reúnem nesta quinta-feira, às 16h, por teleconferência, segundo informação do jornalista PVC ao site Globoesporte.

 

Os acertos, a partir de agora, devem ser individuais, clube a clube, mas os dirigentes buscam união para que as decisões tenham respaldo e precisem ser aceitas pelos jogadores. É provável que os clubes definam férias coletivas de 30 dias a partir de agora e que esperem até o retorno para definirem se tentarão ou não a diminuição de 25% dos salários. Mas será a teleconferência que dará a unidade necessária para entender como fazer.

A CBF diz que espera a definição dos clubes para resolver a questão do calendário para os próximos meses, mas o discurso tem sido sempre o de que pretende terminar o que foi paralisado para depois iniciar o Campeonato Brasileiro.

A proposta de férias coletivas foi ajustada na resposta dos atletas. A entidade que representa os atletas aceita 30 dias de férias – entre 1 e 30 de abril, mas com pagamento integral das férias e o terço constitucional até o dia 4 de maio. Anteriormente, os clubes pretendiam dar férias de 20 dias, com pagamento mais espaçado. A entidade também pede que fique garantido que os atletas tenham direito a licença remunerada de, no mínimo, 10 dias, entre o Natal e Ano Novo.

Outra condição para a formalização de acordo coletivo diz respeito ao pagamento de salário e de parcela de imagem referente ao mês de março até o dia 7 de abril. Por fim, os atletas pedem garantias caso os clubes não acertem o pagamento. Cobram da CBF ser avalista deste acordo, “no caso dos clubes não paguem o salário e a parcela de imagem no mês de março e ainda as férias a serem gozadas em abril”.

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