Roger justifica formação e explica derrota do Bahia para o Goiás

"Foram 15 minutos que precisamos esquecer e refletir", disse

O Bahia perdeu por 4 a 3 para o Goiás no Estádio Serra Dourada neste domingo, valendo pela rodada de número 34 do Campeonato Brasileiro. Com a derrota, o Esquadrão completa o oitavo jogo seguido sem vencer. O último triunfo foi no dia 16 de outubro, quando venceu o Grêmio por 1 a 0 em Porto Alegre. De lá para cá, perdeu cinco vezes (Ceará, Inter, Santos, Flamengo e Goiás) e empatou três (Cruzeiro, Chape e Palmeiras). Após a partida, na entrevista coletiva, o técnico Roger Machado justificou a escolha por uma formação mais ofensiva, com apenas dois volantes (Gregore e Ronaldo), e quatro atacantes (Lucca, Élber, Arthur Caíke e Gilberto), alegando que era preciso arriscar em função do momento e da possibilidade de encostar no G-8. O treinador também falou sobre a atuação da equipe e lamentou os primeiros 15 minutos terríveis, mas tira algo de bom da partida. Veja abaixo:

 

“Fato da gente entrar com formação mais ofensiva, em função do momento em que estamos e a possibilidade de alcançar pelo menos uma vaga na Pré-Libertadores, uma vaga, motivou a gente a fazer um time mais leve, mais ofensivo. Em função disso, se não consegue encaixar o ponto da marcação e empurrar o adversário para o campo dele, a tendência é ficar mais exposto. Naturalmente. Pelo modelo e característica dos jogadores. Foram 15 minutos que precisamos esquecer e refletir para que não aconteça mais. Você jogar fora, no domínio adversário, com 15 minutos de jogo… Desde 2017 não tomávamos quatro gols, nós nunca tomamos dois gols em espaço tão curto de tempo, ainda mais no primeiro tempo. Isso tira a força do time para reagir, e mesmo assim nos mantivemos na partida. Diminuímos o placar no segundo tempo, tivemos a oportunidade de empatar, o adversário foi feliz nos contra-ataques, naturalmente a gente abriu um pouco mais. Importante era ter a bola para não sofrer o contra-ataque. Entrou muito questões de erros de passe, tomada de decisão equivocada, que não permitiram reagir na partida para buscar o empate. É esquecer esses quinze minutos e focar no que foi bom depois disso.”

“Tenho dito para os atletas que nos nossos melhores momentos precisamos ter todos os jogadores atuando em alto nível. O que tem acontecido nesse momento extremamente instável é que por vezes quatro ou cinco atuam em bom nível, mas os outros não acompanham. Para ter bons resultados, preciso de pelo menos oito atuando bem. Oito carregam três. Mais do que isso fica pesado, desgastante. Tenho dito isso aos atletas, para recuperar o melhor jogo. Coletivamente, a gente só vai conseguir vencer e voltar a atuar bem, como foi contra Palmeiras, no primeiro tempo contra o Cruzeiro, quando individualmente a gente estiver em bom momento. Nesses últimos jogos estamos cometendo erros simples, erros de posicionamento e erros técnicos, que oferecem ao adversário a chance de chegar ao nosso gol e definir contra nossa meta, o que tem acontecido várias vezes nesses jogos.”

“Gol de cruzamento e retorno para a área, equívoco da saída de bola nossa. Ideia era ter uma equipe mais ofensiva, mudando o sistema. Nesse primeiro momento não surtiu efeito. A partir da metade do primeiro tempo mudamos um pouco posicionamento com as mesmas peças e tivemos mais controle de jogo, mas não o suficiente para conseguir uma melhor sorte. Depois, com a mudança no intervalo, um jogador mais técnico, para circular a bola com mais qualidade. Conseguimos o gol em jogada de profundidade, depois, mesmo assim, proporcionamos ao adversário a chance de sair na frente. Poucos momentos conseguimos descontar o placar com a oportunidade de voltar para a partida. O gol de falta deu dois gols de vantagem. Primeiro tempo de 15 a 20 minutos ruins, depois equilíbrio maior, mas que não deu oportunidade de empatar a partida.”

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