Futebol e suas relações de poder!

"futebol ostenta muito poder, mas precisamos saber lhe dar com essa relação"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia (Arte: Futebol Bahiano)

Falar dessa modalidade esportiva chamada futebol, considerada por muitos a mais apaixonante e democrática, e que praticamente consegue atrair a atenção do mundo todo durante a copa do mundo, também faz com que, por muitas vezes e de forma sútil, não seja discutida e problematizada suas relações e influências na vida subjetiva das pessoas. O futebol é uma poderosíssima ferramenta de construção e transformação na vida de pessoas que estão envolvidas com essa atividade. Mas se consultarmos o “VAR” da vida real, fora das 4 linhas, iremos perceber que o futebol nas estatísticas de representações sociais, tem chutado mais “bolas” fora do gol, do que dentro.

 

O poder que é atribuído e por consequência mal administrado por alguns personagens desse clã esportivo, só nos apontam para o “impedimento” de  ações que poderiam ser acertadas. O poder se utiliza da paixão, mas também da desrazão que causa o sentimento passional de deslumbramento e decepções dolorosas nos atores envolvidos nessa esfera.

Bem! Ate aqui já foram trocadas muitas palavras até que se chegasse ao objetivo maior, o “gol” dessa narrativa. Observando como “torcedor” de dentro e fora do campo, tenho percebido que a prática do futebol em suas relações de poder, acaba sempre reforçando mais do que grande parte de nós reproduzimos em nosso cotidiano: intolerâncias, desrespeitos, desigualdades,  indisciplinas, preconceitos, covardias, falta de educação, egoísmo, enfim…

Questiono-me sempre. Poderia ser uma goleada do time transformador, que timidamente tem começado a resgatar alguns valores, mas ainda é preciso muitos” reforços” para virar esse jogo do poder. Porém, nem sempre o resultado é só de derrota. Sabemos que alguns atores desse processo tem tentado reeducar e multiplicar esse saber potencial do futebol. Faço questão de parabenizar e dizer que me sinto orgulhoso por ser representado pelo Esporte Clube Bahia, não só como torcedor do clube, mas pelo entendimento e iniciativa de demonstrar sua representatividade social a sociedade.

O futebol ostenta muito poder, mas precisamos saber lhe dar com essa relação. Não é só dinheiro e vaidades que ele representa. Essa última semana, mais uma vez, o futebol mostrou seu reflexo na sociedade, o péssimo exemplo em suas relações de poder. O que poderia ser o agente transformador, recai como reprodução de uma sociedade adoecida.

Instituições que não respeitam o torcedor, clubes que não respeitam seus profissionais, profissionais que não respeitam uns aos outros, todos em vice e versa. E todos esses atores esquecem que fazem parte do futebol, como uma complexa relação de valores, que serve de exemplo para a sociedade. Enfim, que todos reflitam sobre suas ações, e passem a praticar seus poderes em um só esquema, em uma só tática, em um só objetivo, fazer do futebol um coletivo social cada vez mais consciente.

Elijã Pitangueira, leitor assíduo do blog e torcedor do esquadrão de aço!

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