Bellintani explica déficit com pay-per-view e espera 45 mil sócios em 2020

"Outro baque que foi o contrato de direitos internacionais"

O aumento pela diminuição na arrecadação com pay-per-view foram um dos temas tratados pelo presidente Guilherme Bellintani em entrevista na manhã desta quinta-feira (29) no Ao Vivaço, programa online do clube. O gestor explicou que o clube teve uma queda de menos de R$ 10 milhões a menos do que a gente recebia no ano passado com pay-per-view, além também da diminuição de R$ 7 milhões com contrato de direitos internacionais, porém, garantiu que não há motivo para preocupação, já que houve um aumento na venda de atletas e com associados.

 

“A gente teve um déficit, algo próximo de menos de R$ 10 milhões a menos do que a gente recebia no ano passado com pay-per-view: sai de 3,4% para 2%. A gente não tinha noção desse déficit porque a pesquisa não estava realizada. Outro baque que foi o contrato de direitos internacionais, de R$ 7 milhões. Tivemos um déficit de R$ 17 milhões. Apesar de ter essa queda, a gente teve outros ganhos, como a venda de atletas, o plano de sócios. Não há motivo para preocupação, mas é preciso ficar atento. Setembro todo mundo paga normal. Começa em outubro. Esse será o nosso aumento derradeiro até 2020”, explicou.

Uma das metas do clube para 2020, segundo Bellintani, é alcançar os 45 mil sócios em 2020 (atualmente o clube tem pouco mais de 41 mil), o que geraria uma receita de quase R$ 3 milhões por ano. O presidente também afirma que na próxima temporada o clube terá quatro camisas, uma delas destinada exclusivamente aos sócios.

“Se a gente começa o ano que vem com 45 mil sócios, e contabiliza R$ 5 na média, a gente tem 200 mil por mês [de receita], quase R$ 3 milhões por ano. Isso não vai só para o futebol, mas vai possibilitar o aumento no investimento. A gente sabe que a expectativa para o ano que vem aumenta. Projetar para 2020, que não é um compromisso, uma receita que pode chegar entre R$ 180, 190 milhões, o que significa dobrar a receita em três anos, o que é muito relevante. A gente começa a se descolar dos clubes de último terço e começa a se aproximar dos clubes de receita intermediária. A gente estaria mais perto de clubes como Fluminense, Botafogo, Vasco, mas com uma diferença, que é usando bem esse recurso”

“A gente decidiu uma camisa extra que o sócio ganha, uma camisa número 4, de jogo, para uma competição exclusiva, que não vai ser vendida. O Bahia vai ter quatro camisas em 2020, uma delas exclusivamente para o sócio. Ele vai comprar quase a preço de custo. Seis de setembro a gente lança a loja online”

 

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