De vota ao futebol baiano, Índio fala sobre litígio e relação com o Vitória

“Ainda gosto muito do Vitória, e tenho portas abertas lá", disse

Conhecido como “artilheiro das flechadas” e um dos responsáveis por conduzir o Vitória da Série C até a Série A (2006-2007), o atacante Índio está de volta ao futebol baiano. Mais experiente, e com 36 anos nas costas, o jogador vai defender o Conquista Futebol Clube, na Série B do Campeonato Baiano. O clube retomou as atividades após fechar as portas em 2008. A estreia será neste domingo contra o Teixeira de Freitas.

O seu retorno acontece uma década depois de ter deixado o Vitória, clube onde é ídolo e ficou marcado por ter feito 4 gols no rival Bahia em triunfo por 6 a 5 do Leão dentro da Fonte Nova, para jogar na Coreia do Sul, onde atuou pelo Gyeongnam, na primeira experiência internacional. Ainda passou por Chunman Dragons, também da Coreia. Depois virou um andarilho e passou a rodar por vários clubes, ficando apenas uma temporada em cada um deles.

Apesar dos cinco anos de contrato com o Leão pela frente, pouco parou em Salvador. Retornou do empréstimo ao Gyeongnam apenas em 2010. Apesar do apelo da torcida, só entrou em campo uma vez. Retornou do novo empréstimo em 2012, já acionando o Vitória na Justiça. Cobrava do Leão o FGTS que não havia sido depositado durante os dois anos na Coreia do Sul. Acabou afastado e perdeu a ação seis meses depois. Tentou uma reconciliação com o clube, mas foi emprestado ao América-RN sem cerimônia.

No último ano de contrato com o Vitória, 2013, foi emprestado ao Madureira-RJ, Tiradentes-CE e Potiguar-RN. Acabou deixando a Toca do Leão pela porta dos fundos, mas jamais foi e certamente jamais será esquecido pela nação rubro-negra.

Em entrevista, o atacante abriu o jogo e revelou que pensou até em abandonar o futebol. Índio estava sem jogar desde agosto do ano passado. Seu último clube foi o Real Ariquemes, de Rondônia. No primeiro semestre de 2017, foi campeão estadual. Apesar de promissoras, ele afirma que as aventuras na Coreia do Sul não renderam tanto financeiramente. Sobre o litígio com o Vitória e a relação com o clube, Índio não gosta de falar muito.

Veja parte da entrevista ao jornal Correio:

“Ah, cara, isso ficou para trás… É que eu já estava acertado com outro clube da Coreia do Sul, e os caras me pediram para não jogar. Ainda gosto muito do Vitória, e tenho portas abertas lá. Já fui visitar algumas vezes, mas hoje em dia não tem mais quase ninguém que eu conheça por lá. Só Roque (Mendes, assessor de comunicação), Mário Silva (supervisor), um pessoal da rouparia e os massagistas. Mudou muita coisa […] Continuo comemorando os gols daquele jeito, sabia? É marca registrada, não posso perder. Cheguei aqui em Conquista e o povo começou a me cobrar que eu solte muita flecha este ano […] Que nada, quem dera… Quando fui pra lá, o dólar não passava de R$ 2. Se fosse hoje em dia, com o dólar quase R$ 4, eu estaria rico. Até nisso dei azar”

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