O Bahia está de volta ao maior palco da América do Sul. Após superar The Strongest e Boston River na fase preliminar, o Esquadrão de Aço garantiu sua vaga no Grupo F da Copa Libertadores da América, onde enfrentará Internacional, Nacional-URU e Atlético Nacional-COL. A expectativa é grande — tanto pelos desafios dentro de campo quanto pelas possibilidades fora dele, incluindo análises, estatísticas e até os palpites nas melhores casas de apostas do Brasil em 2025, que já apontam o Bahia como uma das potenciais surpresas da competição.
Um trunfo fora das quatro linhas
Se tem alguém que entende os caminhos da América do Sul, esse alguém é Rogério Ceni. Foram quase 100 jogos, 14 gols (como goleiro!) e atuações que entraram pra história. Campeão como reserva em 1993, vice em 1994 e 2006, e herói absoluto na conquista de 2005, ele conhece como poucos os atalhos e armadilhas da Libertadores. Agora, fora das quatro linhas, leva ao Bahia não apenas sua bagagem tática, mas também uma aura de liderança construída em décadas de experiências em campos sul-americanos.
Aliás, quando se fala em Libertadores, o nome dele surge quase automaticamente. Ceni é sinônimo de entrega, coragem e inteligência emocional — tudo o que a competição exige. E se ainda há dúvidas, vale relembrar cinco momentos que provam por que ele é considerado uma das figuras mais emblemáticas da história recente do torneio.
1. A estreia com gol contra o Alianza Lima (2004)
Foi em Lima que Ceni começou sua jornada como goleador na Libertadores. Cobrança de falta perfeita, frieza de atacante e postura de líder. Triunfo do time de Rogério Ceni por 2 a 1. Ali nascia uma relação especial entre o camisa 1 e a bola sul-americana.
2. A noite mágica contra o Tigres (2005)
O Morumbi pulsava em verde e vermelho. Na goleada por 4 a 0 sobre o Tigres, dois gols dele, com uma precisão invejável até para a maioria dos atacantes mundo a fora. Foi a confirmação de que ele não estava ali apenas para defender.
3. O título com a faixa no braço (2005)
Na final contra o Atlético-PR, Ceni foi mais do que um goleiro. Foi capitão, símbolo e protagonista. O São Paulo venceu por 4 a 0, levantou a taça e eternizou a imagem do camisa 1 com o troféu nas mãos. Era o ponto alto de uma era e o surgimento de um mito que vive até hoje no coração do torcedor.
4. Febre, drama e pênaltis (2004)
Jogando no Morumbi com 39 graus de febre, Ceni encarou a decisão com o Rosário como se fosse uma final de Copa. Pegou dois pênaltis e ainda converteu o seu. Uma atuação que beirou o heroísmo, num dos duelos mais dramáticos da sua carreira.
5. Silêncio em Guadalajara (2006)
Em meio à pressão insana da torcida do Chivas, Ceni bateu um pênalti decisivo no fim do jogo e garantiu a vitória por 1 a 0 fora de casa, nas semifinais daquele ano. Um lance que exigiu frieza, liderança e um coração blindado contra o caos. O resultado foi ainda mais especial porque o São Paulo havia sido derrotado duas vezes pelos mexicanos na fase de grupos.
Agora é Bahia
Com toda essa bagagem, Ceni desembarca na fase de grupos da Libertadores como uma espécie de guia espiritual e estratégico do Bahia. A competição não é só bola rolando — é gestão emocional, leitura de jogo e saber resistir onde poucos resistem.
O torcedor sabe que o caminho é longo, mas a confiança cresce quando se olha pro banco e vê alguém que não apenas participou, mas moldou a história recente da Libertadores. Resta saber se o destino vestirá azul, vermelho e branco em 2025.