Bahia inicia temporada “quebrando à banca” do Mercado da Bola

"Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe"

Foto: Tiago Caldas/Divulgação/Bahia

Por muitas e muitas décadas, o Bahia, independentemente da sua grandeza e destaque no cenário esportivo nacional, jamais reuniu condições de competir com os gigantes do chamado eixo Rio-São Paulo e, em menor escala, com os quatro clubes de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, para disputar contratações de grandes jogadores porque, de antemão, já tinha certeza de que não lograria êxito na empreitada, não só porque o clube não tinha caixa suficiente para adquirir o atleta desejado como, também, não reunia condições financeiras para igualar e/ou se aproximar dos altos salários que sempre foram pagos aos jogadores pelo então seleto grupo de clubes gigantes do futebol brasileiro.

 

Mas, é como diz um velho ditado: Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe, a situação começou a se reverter e clubes da linhagem de Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Internacional, principalmente, os dois primeiros que nos últimos cinco anos vinham deitando e rolando no mercado da bola, dando as cartas e ditando as regras do jogo, justamente pelo enorme poderio financeiro, acabaram de ganhar um forte e já “odiado” concorrente que é o Bahia ou, simplesmente, o Grupo City, como os recalcados preferem ressaltar.

Dentre todos os pronunciamentos e discursos proferidos durante o advento da SAF do Bahia, o que mais me chamou atenção, foi a assertiva do CEO do City Football Group, Ferran Soriano quando afirmou didaticamente: “Precisamos fazer com quê o Bahia seja odiado. Isso vai acontecer quando o time estiver competitivo, aí não terão simpatia pelo Bahia”.

“Infelizmente” creio que o Ferran Soriano acabou se “ferrando”, parcialmente, no seu prognóstico quando previu que a situação de “time odiado” aconteceria, “quando o time estivesse competitivo”. Ledo engano, assim que encerrou o chamado “ano zero”, ainda longe do time se tornar protagonista ou competitivo, o Bahia já começou a ser odiado e detestado por esse Brasil afora, que o diga seus ex-algozes, Palmeiras, Corinthians, Flamengo e outros menos malvados.

A verdade é que o novo, revigorado e SAF’ado Esporte Clube Bahia, resolveu iniciar o ano “virado no seiscentos” como diria o saudoso Jotinha, com força total, fazendo grandes e vultosos investimentos em contratações que têm impactado positivamente o seu torcedor que, há décadas, não via e tampouco esperava, aquisições tão significativas, enfim, o Bahia resolveu, não só “quebrar a banca” do mercado da bola, mas, também desbancar clubes e dirigentes que sempre botaram banca ou tiraram onda com o nosso Esquadrão, só que agora, por razões óbvias, eles são obrigados a respeitar um novo gigante que começou a competir pau a pau com os outrora detentores do mercado e, por mais incrível que pareça, o Esquadrão tem se saído vencedor nesse disputado e viciado mercado da bola.

E nessa pegada, assim que encerrou o Brasileirão, o Palmeiras que em 2019 adquiriu Zé Rafael junto ao Bahia pela então bagatela de 14,5 milhões de reais voltou a procurar o clube, tentando adquirir os direitos econômicos e federativos do jogador Cauly Oliveira, um dos destaques da temporada, mas, fazendo uma oferta muito aquém do valor de mercado do atleta, talvez com os dirigentes do clube paulista imaginando que ainda iria negociar com o então clube que vivia em situação financeira difícil, quando vendia o almoço para comprar a janta. Dessa vez, pelo que percebi, o Bahia não fez nem questão de abrir negociações para analisar ou discutir a proposta, recusando-a imediatamente.

Em contrapartida à investida do Palmeiras que tentou levar o principal jogador do Esquadrão, o próprio Bahia resolveu atacar no mercado da bola sendo ofensivo, cirúrgico e até, carrasco. Inicialmente, na contratação do Everton Ribeiro, um jogador da primeira prateleira do futebol brasileiro e cobiçado por grandes clubes, um multicampeão, seis ininterruptas temporadas no Flamengo onde estava negociando sua renovação de contrato, não chegou a um acordo, motivo pelo qual, o Bahia foi ao jogador lhe oferecendo maior salário e um contrato mais longo e, acabou conseguindo realizar a mais ou uma das mais importantes e relevantes contratações da história do Esporte Clube Bahia, brindando o seu torcedor com um atleta super diferenciado.

Já no que concerne às contratações dos excelentes meio campistas Jean Lucas e Caio Alexandre que jogavam, respectivamente, no Santos e no Fortaleza, tratam-se de atletas que estavam e ainda estão em alta no mercado e que eram disputados por outros grandes clubes do futebol brasileiro. No caso do Jean Lucas, o atleta já estava em negociações avançadas com o Internacional, quando o Bahia chegou, aplicou o famigerado “chapéu” e o contratou definitivamente, enquanto o Caio Alexandre, já tinha sido antes cooptado pelo Palmeiras e, posteriormente, pelo Corinthians, mas, o Bahia entrou na parada, oferecendo a melhor proposta, contratando-o, também, em definitivo e, para começar a restaurar a zaga que foi o ponto fraco do time no ano passado, o clube acaba de anunciar a contratação do bom e experiente zagueiro argentino, Victor Cuesta.

Para finalizar, enquanto os torcedores do Bahia vislumbram novos horizontes nas principais competições dessa temporada, devido as boas contratações feitas pelo clube, os torcedores do ex-rival, procuram de todas as formas, tentar desqualificar ou macular a melhor SAF feita no Brasil, principalmente, o seu presidente falastrão que não se cansa de procurar chifres em cabeça de cavalo, haja vista que, mesmo sendo campeão da Série B, ficou uma ponta de frustração porque faltou a “cereja do bolo” da comemoração que seria o rebaixamento do Bahia, como não aconteceu, a angústia veio à tona e a cada entrevista concedida, o gestor solta mais e mais asneiras para seus entrevistadores.

Na mais recente “pérola”, o cidadão teve a desfaçatez de comparar a pequenez do asterisco com a grandeza da estrela, subestimando a grandeza, ou seja, o cidadão arrotou que “O título da Série B que eles conquistaram no ano passado é mais importante do que o título do Brasileirão de 1988 que foi conquistado pelo Bahia(!?). Esse tipo de declaração faz-me lembrar e assimilar aquele velho, bom e válido provérbio árabe que encaixa muito bem ao atual desespero e destempero dos recalcados: “Os cães ladram, mas a caravana passa”.

Salve o clube mais amado da Bahia e, simultaneamente, o mais “odiado” do Brasil. BBMP.

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

Autor(a)

José Antônio Reis

Torcedor do Esporte Clube Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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