Rui Costa dispara contra briga de organizadas: “Atitude de gente criminosa”

O governador da Bahia Rui Costa (PT) falou nesta segunda-feira (5) sobre as cenas de guerra que foram presenciadas.

Foto -  Jonne Roriz/VEJA

No último domingo (04), horas antes do jogo entre Vitória e ABC, no Estádio Manoel Barradas, organizadas da dupla Ba-Vi entraram em confronto na Avenida Nestor Duarte, próximo ao Largo da Argeral, no bairro de São Caetano. De acordo com a Polícia Civil, 53 pessoas foram conduzidas à Central de Flagrantes. Uma pessoa morreu em decorrência dos ferimentos e outras ficaram feridas. Ambulâncias do Samu foram ao local socorrer os feridos, que tiveram fraturas e foram encaminhados para o Hospital Geral do Estado (HGE). O governador da Bahia Rui Costa (PT) falou nesta segunda-feira (5) sobre as cenas de guerra que foram presenciadas.

 

“Lamentável. Prefiro não chamar essas pessoas de torcedores e, me permitam, nem de organizadas. Queria até fazer um apelo para imprensa, rádio, mídia que não chamem mais essas pessoas de torcedores. Torcedor não é isso. Eu vi o vídeo daquele cidadão dando ré no carro e atropelando as pessoas, isso é torcida de time? Aquilo não é torcedor. Chamar uma pessoa daquela de torcedor, para mim é um equívoco. Passa uma nuvem de fumaça no que é, aquilo é um criminoso. Tem que ser tratado de criminoso alguém que deliberadamente usa o veículo como uma arma para matar outras pessoas. O que isso tem a ver com esporte, com torcida, com paixão por um time? Não tem nada a ver. Isso é atitude de gente criminosa”, afirmou durante evento realizado no bairro de Ipitanga, em Lauro de Freitas, que entregou 20 ônibus elétricos que vão circular na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

“Ontem mesmo, assim que eu soube do episódio, liguei para o secretário de segurança, para o sub-secretário, para a delegada-chefe, para o comandante da PM… Pessoalmente, falei com os quatro. Pedi envolvimento pessoal imediato dos quatro para efetuar todas as medidas cabíveis e legais no episódio. Hoje de manhã já falei novamente pedindo o maior rigor e será tratado com prioridade e rigor”, disse Rui Costa.

“É isso o que eu digo da legislação, que fica dando brecha a bandido. Isso é bandido Por que é que alguém que tentou matar outra pessoa tem que ter o prazo máximo de 24 horas para ser caracterizado flagrante? Qual a diferença de prender um marginal desse em 24 ou 26 ou em 28 horas? Por que ele tem que ser tratado diferente se foi preso em 24 ou 28 horas? Me respondam. Essa brincadeira só tem no Brasil, que alguém matou outra pessoa é tratada diferente ser for presa dentro de 24 horas ou se for presa 30 horas depois, qual a diferença que isso faz? Quer dizer, isso estimula que as pessoas fujam, se escondam, passe as 24 horas e vai lá se apresentar com o advogado, que brincadeirinha é essa? Por isso que eu insisto que a Lei no Brasil precisa mudar”, finalizou.

Autor(a)

Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Bahiano. Contato: [email protected]

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