O Bahia continua sendo o time do 2º tempo contra o Atlético-MG

Bahia teve dois tempos distintos diante do Atlético-MG na última quarta-feira

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Esporte Clube Bahia teve dois tempos muito distintos diante do Atlético-MG na última quarta-feira, no Estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana. No primeiro, foi superior, dominou, criou os inúmeras oportunidades e foi para o intervalo vencendo por 2 a 0, com gols de Rossi e Juninho Capixaba, resultado que garantia a disputa por pênaltis, portanto, reacendendo a esperança do torcedor por uma classificação que era tratada como “quase impossível” diante da sequência que o time vinha de cinco derrotas sem marcar gol.

 

Porém, no segundo tempo, o time de Dado Cavalcanti voltou o mesmo dos últimos jogos, parou de atacar e apenas se defendeu, como se estivesse satisfeito com o placar. O Atlético-MG, por sua vez, voltou com mudanças e desde os primeiros minutos pressionou, sufocou e conseguiu chegar ao seu gol com Vargas, confirmando assim a vaga nas quartas de final.

O torcedor Márcio Peixoto Andrade, colaborador do Futebol Bahiano, não concorda com os elogios recebidos pelo Bahia pela atuação no primeiro tempo e frisou que o Tricolor continua sendo aquele do segundo tempo contra o Atlético-MG. Veja abaixo:

“É impressionante a superficialidade da mídia esportiva ao analisar um jogo. Esquecem de compreenderem o contexto dos times envolvidos. Foram unânimes os elogios da impressa ao primeiro tempo do Bahia contra o Atlético-MG. Todos exaltaram o grande desempenho do time na primeira etapa e criticaram a postura adotada no segundo tempo.

Infelizmente, serei o do contra. O Bahia não fez um bom primeiro tempo, o Galo que fez uma etapa ruim. Os mineiros tinham o resultado no bolso e jogaram com isso, pouparam alguns titulares e fizeram o café com leite.

Da mesma forma, na segunda etapa, quando precisou jogar, o Atlético dominou a partida e o Bahia demonstrou o que é, um time limitado, com a cara do seu presidente.

Além disso, Copa do Brasil é mata-mata e é natural uma postura diferente dos jogadores. Há uma garra maior de quem precisa vencer e, do outro lado, um medo maior de errar por parte de quem tem o resultado.

Sendo assim, meus amigos, não se deixem iludir pela mídia. O Bahia continua sendo o time que jogou o segundo tempo ontem.

Márcio Peixoto Andrade”

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