Dado completa 50 jogos pelo Bahia em momento de forte pressão

Dado tem aproveitamento de 49,3% nesses 50 jogos pelo Bahia

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

O técnico Dado Cavalcanti acertou seu retorno ao Esporte Clube Bahia no ano passado para trabalhar como coordenador da base e comandar novamente a equipe de transição, na qual fez um bom trabalho no início de 2020, que terminou com o título baiano, porém, por conta da pandemia, ele saiu antes e o time foi comandado por Roger Machado na reta final. Dado acabou sendo promovido a treinador do time principal em dezembro de 2020 após fracassos do Bahia com Roger Machado e Mano Menezes, e mesmo sob desconfiança, conseguiu resultados importantes que foram determinantes para livrar o Esquadrão do rebaixamento e também classificar para a Copa Sul-Americana.

 

Com o bom trabalho que vinha desenvolvendo, Dado foi mantido como treinador do Bahia para a temporada 2021. No entanto, nunca foi uma unanimidade e sempre conviveu com as críticas. O seu melhor momento foi a conquista da Copa do Nordeste, em cima do Ceará, na Arena Castelão, um título importantíssimo para o clube que vinha sofrendo nas mãos do Vozão, perdendo as finais de 2015 e 2020, mas conseguiu quebrar o tabu e impediu que o clube cearense conquistasse um tricampeonato do Nordeste de forma invicta.

Pouco mais de três meses após o título do Nordestão, Dado vive o momento de maior pressão no clube. Recentemente foi eliminado da Copa do Brasil para o Atlético-MG nas oitavas de final perdendo na ida por 2 a 0 e vencendo na volta por 2 a 1, além disso, também caiu na primeira fase da Copa Sul-Americana em eliminação amarga já que chegou a colocar uma mão na vaga, mas deixou escapar, tudo isso somado as oscilações no Brasileirão.

Apesar de ter iniciado bem o Campeonato Brasileiro, chegando a figurar no G-6, o Bahia nunca se mostrou um time regular. Perdeu pontos importantes dentro de casa para equipes que vinham pressionadas, casos de Corinthians, Internacional e América-MG. Depois do triunfo por 1 a 0 sobre o Juventude, o Esquadrão não venceu mais na competição. São quatro derrotas e um empate em sequência. A defesa também se desencontrou e atualmente é a segunda mais vazada, com 24 gols sofridos. No último sábado, ficou no 1 a 1 com o Cuiabá, com o técnico Dado Cavalcanti completando 50 jogos no seu momento de maior pressão no clube.

Dado tem aproveitamento de 49,3% nesses 50 jogos pelo Bahia. São 21 triunfos, 11 empates e 18 derrotas, 80 gols marcados e 58 sofridos. Atualmente o Tricolor ocupa a 10ª colocação, com 18 pontos, mais próximo da zona de rebaixamento do que do G-6.

“Não parei para refletir sobre tudo o que passou até aqui. Não quero ter esse pensamento tão saudosista de relembrar tudo o que passou. Quero pensar no futuro, pensar nos próximos 50 jogos com títulos, conquistas. Vejo que tudo o que passou, em vários momentos de dificuldade, a gente conseguiu dar a volta por cima. Espero dar a volta por cima no Brasileiro, voltar a vencer, voltar a pontuar”, disse Dado Cavalcanti, antes do último jogo.

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6 Comentário

  1. Historicamente conhecido como um bom mandante, o Bahia não tem aproveitado bem os seus jogos dentro do estádio de Pituaçu nos jogos da Série A do Campeonato Brasileiro. Até o momento, foram 10 partidas, com três triunfos, um empate e quatro derrotas, o que significa um aproveitamento de 41,7% dos pontos disputados.
    Em jejum na competição nacional, o Bahia venceu pela última vez dentro de casa, contra Juventude, no último dia 7 de julho. Na ocasião, o lateral-esquerdo Matheus Bahia marcou o único gol que decretou o placar de 1 a 0.
    O time tricolor volta a jogar como mandante no próximo domingo (15) contra o Atlético Goianiense. Com 18 pontos, o Esquadrão de Aço está na décima posição.

  2. Segundo o Site Chance de Gol, o Bahia é o 7º time do brasileirão com mais chances de cair, conforme abaixo:
    1º Chapecoense – 98%
    2º Sport – 74%
    3º Juventude – 63%
    4º Cuiabá – 56%
    5º América – 50,1%
    6º Grêmio – 17,7%
    7º Bahia – 13,6%
    Ou seja chances reais de disputar as últimas colocações durante a competição, principalmente se não mudar de treinador e reforçar o time com jogadores que qualifica o time e, não com contratações pífias que só fazem piorar o rendimento em campo.

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