Bahia 3×4 América: Uma derrota decorrente da filantropia do treinador

A DEFESA DO BAHIA FOI UMA DAS MAIS VAZADAS DO BRASILEIRÃO DE 2020

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Já utilizei, por várias vezes, o valoroso e precioso espaço no site Futebol Bahiano para enaltecer o bom trabalho que o treinador Dado Cavalcanti vem desenvolvendo no Bahia, por entender que, desde que ele assumiu o comando da comissão técnica do clube, logo após aquela derrocada do time na temporada passada comandada por Roger Machado e Mano Menezes, o jovem treinador conseguiu transformar um limão numa limonada, haja vista que, conseguiu recuperar e remotivar um grupo derrotado e cabisbaixo, deixado pelos treinadores que o antecederam, livrando o time de um rebaixamento, situação que parecia irreversível.

 

Não sou nenhum crítico sistemático, que gosta de fazer crítica pela crítica, entretanto, sou obrigado a dizer que, Dado Cavalcanti ao escalar o time do Bahia para enfrentar o América de Minas, em nenhum momento, ele pensou em esnobar o time mineiro que vinha, há sete rodadas, ‘invicto” na competição. Na verdade, ele teve o espírito filantrópico em escalar o Lucas Fonseca, só para fazer média ou ser generoso com um cidadão íntegro, responsável e excelente profissional, mas, em termos de futebol, já deu o que tinha que dar ao time do Bahia porque, infelizmente, já está com a validade vencida para atuar na zaga tricolor.

O treinador Dado Cavalcanti deve lembrar, muito bem, do que aconteceu com a defesa do Bahia no ano passado que tomou gol até do River do Piauí e do vovô Magno Alves do Atlético de Alagoinhas. Era mais uma peneira do que uma defesa que no Brasileirão do ano passado, enquanto o ataque marcou 48 gols em 38 jogos com uma média de 1,26 gols por partida, passaram 59 gols pela peneira tricolor, uma média de 1,55 gols por partida, com o time finalizando à competição com à terceira defesa mais vazada do Brasileirão de 2020, num contexto em que Lucas Fonseca era titular absoluto daquele time.

Embora o time esteja com outra postura nessa temporada, mesmo não tendo passado da fase de grupos da Copa Sul-Americana, mas, está vivo na Copa do Brasil, com o time já credenciado para às oitavas de finais da competição, tenho observado que o time já tomou muitos gols na temporada, principalmente, no Brasileirão, que em oito jogos, a defesa já sofreu 12 gols em oito jogos, com uma média, muito alta, de 1,5 por partida, quase igual à média de gols sofrida no ano passado, fator que o treinador tem que se preocupar.

Isto posto, espero e torço para que o treinador consiga recompor essa defesa, para que não volte a acontecer o desequilíbrio que aconteceu no Brasileirão do ano passado, com o time tomando mais gols do que fazia e sempre é válido lembrar que, o zagueiro Lucas Fonseca foi titular do time, na maioria dos jogos da temporada passada.

Acorda, Dado Cavalcanti.

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano. 

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4 Comentário

  1. Concordo em número, gênero e grau.
    Já está provado que a dupla Juninho Lucas X Fonseca é mortífera para o time do Bahia, vide 2020 e na primeira partida que os dois jogam juntos, a sacola de gols torna a encher, reeditando o caminhão de gols de 2020.
    Juninho vinha jogando bem, até então, bastou fazer dupla com Lucas Fonseca, ultrapassado, parta a defesa abrir a porteira.
    Será que o zagueiro recém contratado é pior?
    Deve ser….
    Na verdade a realidade do Bahia não é as primeiras colocações. Lembram do início de 2020?
    Não passou de um alarme falso, assim se repete em 2021.

    • Será que esse tal de DADE não municia o Dado com dados estatísticos dos jogos e temporadas do Bahia?
      Quer dizer, o torcedor que não tem nenhuma obrigação de estar fazendo levantamentos estatísticos, lembra que essa dupla de zaga com Lucas e Juninho no Brasileirão passada, só saía de campo com uma sacola de gols! E, se o Dado não sabia disso ou não se lembrava, cabia ao pessoal do tal de DADE, quando percebesse que o treinador ia escalar Lucas Fonseca, o chamasse à atenção para o desastre da zaga no ano passado.

      • Tenho a certeza que o DADE informa, tanto quantitativamente (estatísticas) quanto qualitativamente (vídeos) não só dos jogos como também dos treinos. Porém, a decisão é sempre do treinador.

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