Bellintani vê título do Bahia como “prêmio atrasado” e rasga elogios a Dado

"Queria muito ter entregado isso antes, mas chegou a hora”, disse o treinador.

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

O Esporte Clube Bahia conquistou neste sábado o seu quarto título da Copa do Nordeste ao vencer o Ceará nos pênaltis por 4 a 2. Foi o primeiro título do torneio conquistado na gestão do presidente Guilherme Bellintani, que havia perdido duas finais, em 2018 para o Sampaio Corrêa e em 2020 para o próprio Ceará. Após a conquista da taça na Arena Castelão, o mandatário em entrevista ao NordesteFC, afirmou que o tetracampeonato regional é um “prêmio atrasado que a torcida recebe na sua gestão”.

 

“Em um momento como esse, passa uma boa gestão que fizemos nos três primeiros anos, mas a gente ainda não tinha conseguido um título maior que o Baiano e se cobrava muito. Essa cobrança foi importante para que a gente conseguisse superar. Especialmente em um momento de pandemia, falei há pouco sobre a Jotinha e nele simbolizando todo mundo que a gente perdeu. Perdemos muitas pessoas importantes para o clube, pessoas que vão fazer falta, mas que devem ser lembradas. É um prêmio que a torcida recebe atrasado da minha gestão. Queria muito ter entregado isso antes, mas chegou a hora”.

Bellintani também fez questão de exaltar o trabalho do técnico Dado Cavalcanti. “Um treinador nordestino, jovem, é muito importante dizer isso. A gente está muito acostumado em fazer julgamentos muito antecipados, todo mundo cancela todo mundo muito rapidamente. Precisamos ter um futebol mais tolerante. Futebol deve ser motivo de agregação das pessoas e não de tanto ódio, como vemos de vez em quando. Então, é bom um treinador que chegou desconfiado como Dado. Ele representa a crença de que a gente às vezes não vai buscar a solução em medalhões e vai buscar justamente às vezes soluções que estão perto da nossa casa, como foi Dado. Um nordestino que ganha a Copa do Nordeste com todo esse grupo lindo”.

 

Comentários:

3 Comentário

  1. Sou um torcedor que faz crítica quando merece e elogios quando, também merece.
    Expressei minha opinião em artigo publicado nesse Blog, quando da efetivação de Dado Cavalcante no início da temporada, afirmando que o Dado, nunca tinha figurado em minhas “escolhas” para treinar o time principal do Bahia, entretanto, seria uma injustiça ou até uma sacanagem da diretoria do Clube, se não o efetivasse no cargo de treinador para a presente temporada.
    Olha só pessoal, o Dado recebeu esse time das mãos de Mano Menezes, já pendurado para cair na Série B! Pegou uma bucha de Sena que nem todo treinador queria pegar. O cara conseguiu fazer Rodriguinho e Rossi jogarem, coisa que não tinha acontecido durante toda temporada; os jogadores entenderam o seu bê a Bá e o time conseguiu dar a volta por cima, escapando do rebaixamento e, de lambuja, uma vaga à Sul-americana.
    E ainda, em meados da Copa do Nordeste, quando eu via tanta crítica ao trabalho do profissional, eu bradei:
    “DEIXEM o homem trabalhar!
    E o frito do trabalho já vc omeçou a aparecer.

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