Bellintani muda de opinião e defende continuidade do futebol em meio à pandemia

"acho que o futebol tem condições de continuar aprimorando cada vez mais seus protocolos"

O Governo da Bahia prorrogou o toque de recolher para conter o avanço do coronavírus, até o próximo dia 12, com fechamento de bares, restaurantes e pausa no funcionamento do transporte público durante o horário. O Campeonato Baiano, no entanto, continua como o programado. O presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, que foi contrário à continuidade em 2020, mudou de opinião e desta vez se posicionou a favor da manutenção do futebol em meio à crescente da pandemia de Covid-19. Segundo o dirigente, a modalidade pode contribuir para a educação da população sobre os protocolos de saúde.

 

“Eu fui muito contrário à continuidade do futebol no primeiro ciclo da pandemia, muito receoso com o que podia acontecer e com a contribuição negativa que o futebol podia dar, mantendo o seu calendário quando o país passa por um momento muito difícil (…) Diferente de muitas opiniões, acho que o futebol tem condições de continuar aprimorando cada vez mais seus protocolos”, disse, em entrevista ao programa ‘Os Donos da Bola’, na Rádio Bandeirantes.

“O futebol tem condição de ensinar a população com os protocolos. Futebol precisa ser melhor aproveitado no processo de comunicação para a população. O Futebol tem condição de manter o seu funcionamento, falo aqui pela Bahia, com leitos controlados, rigor nos testes, protocolos de viagens e deslocamentos internos”, completou.

O mandatário também falou sobre os problemas financeiros agravados pela pandemia.

“A pandemia colocou no abismo clubes que já estavam à beira do abismo. Já estava quase caindo e a pandemia deu um empurrão. Clubes que estavam razoavelmente estáveis sofreram muito em 2020. Vou dar o exemplo do Bahia. O Bahia projetou para 2020 um faturamento entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões. Em 2019, nós faturamos R$ 189 milhões. Só que a pandemia cortou aproximadamente R$ 60 milhões da receita. Isso é um terço do faturamento planejado, sem aviso prévio. A pandemia se mostrou assustadora em março quando era impossível replanejar o ano”, avaliou.

 

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