E.C. Bahia: Na boa, quero mais que goleadas – por Erick Cerqueira

Vamos torcer para ser o time dos 4x0 no Fortaleza, do Campeonato Brasileiro

Foto: Twitter/Bahia

O Bahia virou um time binário. Como um sistema de computador. Tem jogo que é 1, ligado, esforçado, brocador, guerreiro. E no outro é um 0, desligado, sem foco, preguiçoso, dominado e inofensivo. Eu já ouvi o treinador dizendo que ainda não achou o time, mas já são 4 meses de Dado e espero algo a mais, além de goleadas, sim.

 

Sinceramente, nem vou falar muito desse jogo porque tem mais coisas pra desengasgar. Por exemplo, no jogo do CSA (que acabou muito tarde e não escrevi sobre ele), algumas perguntar para o Sr. Dado: se Rossi é titular absoluto desse time e vem sendo o melhor jogador do grupo no ano, por quê diabos deixar ele no banco pra ver Gabriel jogar? Se tinha o gringo no banco, por quê manteve Juninho? E, pra terminar, se Rodriguinho tava uma merda no jogo por quê colocou ele pra bater o pênalti, e não Gilberto? Só um desabafo mesmo. Mas voltemos para o Altos. 

O Tricolor goleou o Altos, do Piauí, pela Copa do Nordeste, por 5 a 0. Gilberto ressurrecto, fez logo 4 e virou artilheiro da competição, igualando o número de gols do Dallatorre, aquele, do CSA.

O jogo foi um massacre. O primeiro tempo o time chegava como queria, pelo lado direito, como Nino e Rossi impossíveis.

O time dos caras recua bizonhamente, o goleiro faz lambança e comete pênalti em Giba. Pênalti e ele mesmo converte. 1×0. 

Rossi lança de letra pra Rodriguinho que lança entre as pernas do goleiro pra Gilberto bater de chapa e fazer o segundo. 2×0

Nino lança Rossi e o búfalo encontra Rodriguinho debaixo do gol pra fazer mais um. 3×0.

Nino cruza na cabeça de Gilberto que, de novo, na pequena área sem marcação, joga pra fora. Rossi dá a mesma assistência pra Rodriguinho que chuta pra fora. No apagar das luzes, Rossi pega a bola no meio e dá um passe milimétrico pra Gilberto arrancar e sofrer outro pênalti. Ele mesmo cobra e fecha o primeiro tempo com 4×0.

Segundo tempo e Nino faz boa jogada mas chuta pra fora.

Aí Rossi, de novo ele, faz um cruzamento perfeito pra Gilberto sair de trás da zaga, matar bonito e finalizar como o craque que a gente espera sempre que ele seja. 5×0 e fim de papo.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

O Bahia é líder do Grupo A com 10 pontos, mas pode ser ultrapassado pelo CRB que ainda joga na terça, nessa rodada. Mas eu queria falar sobre outra coisa. 

Por que o time oscila tanto, entre grandes apresentações e partidas ridículas?

Empatou de forma ridícula contra o Botafogo-PB em casa, meteu 7 no Campinense na belíssima Campina Grande, perdeu vergonhosamente para o falido ex-rival, goleou sumariamente o Sport, voltou a perder de forma vexaminosa pro CSA e agora manteve a média dos últimos 3 jogos de fazer 5 gols no Altos.

O que esperar do jogo contra o Fortaleza, sr Dado?

Vamos torcer para ser o time dos 4×0 no Fortaleza, do Campeonato Brasileiro, ou desses 5×0 de hoje, contra o Altos. E, principalmente, que seja o início da estabilidade do time com dois resultados positivos seguidos. 

Quanto ao Campeonato Baiano, queria dizer uma coisa. Não estou assistindo, dando importância ao campeonato, assim como o Bahia também está fazendo. Mas penso que merecia sim uma atenção maior por parte do Clube. Afinal, seria o 50º título estadual, no ano de comemoração dos 90 anos do Tricolor e fechando com um Tetra-Campeonato que há tempos não vemos. Ainda mais pra mim, que nasci na época do hepta do Baiano. Mas os tempos são outros.

Ah, Sr. Bellintani. Só pra lembrar: até agora o senhor só ganhou Baianos, viu? Se ligue.

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