Roger abre o jogo sobre saída do Bahia e cita pressão da internet

"Sem dúvida nenhuma, [a saída] foi muito custosa", disse o treinador.

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

O técnico Roger Machado ficou mais de um ano no comando técnico do Esporte Clube Bahia. Assumiu a equipe em abril de 2019 e foi demitido em setembro de 2020 após derrota por 5 a 3 para o Flamengo, em Pituaçu, pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Foram 74 jogos, com 30 triunfos, 22 empates e 22 derrotas – aproveitamento de 50%. Quatro meses depois, o técnico segue desempregado, não por falta de propostas, visto que recebeu alguns convites, mas recusou, afirmando que não se sente à vontade para voltar, e precisa de um período para me desintoxicar. Em entrevista concedida ao jornalista Jeremias Wernek, do Portal UOL, de Porto Alegre, o treinador falou sobre sua saída do Esquadrão, e citou a pressão da internet que torcia pelo seu insucesso por conta dos posicionamentos como cidadão. Ele admitiu que a saída foi muito custosa, e que o resultado e o ambiente interferem muito.

 

“Depois que eu saí do Bahia, eu li uma coluna de um jornalista gaúcho onde ele falava de frenesi de parte da internet pela minha saída do Bahia. Torcendo pelo meu insucesso em função dos meus posicionamentos como cidadão. Na verdade eu estou usando apenas o veículo, que para mim é uma ferramenta de transformação social, como cidadão para falar de um assunto que interessa a todos. Isso não me preocupa. Aos 45 anos, sou maduro o suficiente para entender como funciona.”

“Sem dúvida nenhuma, [a saída] foi muito custosa. Tu tem entre três e cinco jogos de instabilidade para permanecer no cargo. Isso tudo depende da conjunção de fatores, qualidade do trabalho e relação com clube e atletas. Mas o resultado e o ambiente interferem muito, e por isso eu entendo muito o gestor que opta por não seguir o trabalho. O ambiente de redes sociais é muito forte, muito forte. E às vezes é preciso dar satisfação ao grupo que apoia, que sustenta. A gente vai se preparando aos poucos, mas sempre botando fé no trabalho. Perto da saída tu percebes o ambiente.”

“Tem algumas conservas culturais que precisam ser quebradas, relacionadas ao futebol, que o treinador brasileiro acaba não conseguindo, mas o estrangeiro consegue. Se um treinador brasileiro ousa voltar a jogar com dois atacantes e não com um meia de criação, a primeira coisa, o primeiro resultado inconsistente vão dizer que está faltando o 10. O que o Jesus fez? Colocou dois jogadores à frente.”

“Tem três meses que saí do Bahia, e hoje ainda não me sinto à vontade para voltar. Preciso de um período para me desintoxicar. Mas tenho certeza que daqui a pouco eu já vou estar querendo trabalhar. Eu gostaria de esperar esse momento todo de pandemia passar. É uma coisa que afetou muito a questão emocional de quem trabalha no futebol. A exposição diariamente, a possibilidade de se contaminar com o vírus.”

 

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11 Comentário

  1. Pra uma parte da torcida do Bahia nem Guardiola presta. Enderson, Guto, Roger e Mano, todos sem exceção, foram execrados e tiveram a saida exigida de forma contundente por boa parte da torcida. Todos eles. O problema do Bahia é só de treinador? Nenhum presta?

  2. Acho,que tôdo torcedor do Bahia, deveria torcer para o Flamengo.
    Primeiro, teria bem mais alegrias no futebol. Depois, é quem atende aos torcedores do Bahia, demitindo o treinador indesejável.todo ano é assim!!

  3. Senhor Roger vc é Guilherme destruíram um projeto que tinha 5 anos sendo construindo com muito trabalho antes da sua chegada o Bahia jogava em um 4 4 1 1 e tinha nós excelentes resultados aí veio vc seu infame burro com essa vista de 4 3 3 que em 19 jogos no 2° turno de um brasileirão perdeu 10 jogos empatou 6 e ganhou 3 o que falta a vc pra ser um excelente técnico e deixar de ser burro e teimoso ,hoje o Bahia paga por manter vc mais de 1 ano na frente do time principal ,perdemos toda a identidade feita em 5 anos graças a sua ideia e de senhor Guilherme
    Um abraço Mario sutil
    Aprenda a estudar futebol seu futuro será bom pq ótimo vc não será

  4. Agora fica fácil inventar história, os torcedores querem é títulos, o time jogando bem em campo, não servindo de chacota, o péssimo trabalho que esse cidadão fez com a convivência de Belitani e Diego Serri reflete até hoje no time já rebaixado mais de dez rodadas do final do campeonato

  5. Esse cidadão pensa que clube de futebol é ONG. Não é. E ele não é dono do clube para usar o espaço que o clube proporciona pelo seu objetivo de fundação para difundir posições políticas ou sociais pessoais. Essa é a intransigência desse tipo de personagem, adoram a ideologia única e não aceita quem pensa diferente.
    Eu sempre fui contra essa priorização dada pelo presidente e por ele, em detrimento do futebol, desmotivando até os jogadores, já que os holofotes eram apenas dos amiguinhos da imprensa para eles. Mas ele mais uma vez tenta tapar o sol com a peneira, ignorando os péssimos e até vergonhosos, pela tradição do clube, resultados em campo. O resultado está aí até hoje, fruto da irresponsabilidade do presidente e dele próprio, que destruíram um time composto até por bons jogadores, a ponto de colocá-lo na situação de catástrofe atual, às portas da zona de rebaixamento, com uma série de compromissos muito difíceis pela frente.

  6. Esse trecho demonstra que definitivamente Roger Machado vive em outro mundo. A torcida criticava-o por somente as questões do futebol, nunca as pessoais. O estilo de jogo que nunca mudava, as péssimas indicações de contratação, a “hierarquia do banco, tchê”, a derrocada no 2° semestre de 2019 no Brasileirão, saída patética da copa do Brasil para um time de série D e a derrota na final da copa do nordeste sem ao menos demonstrar reação para com o time; tudo isto ajudou a culminar no término do trabalho deste técnico. Reclamar da pressão das redes sociais não vai mudar o trabalho fracassado que teve com o time que ele mesmo montou, sempre será conhecido como um técnico que não pode ter longevidade em qualquer trabalho.

  7. Esse deveria trabalhar como assistente social e o Bahia nunca foi uma casa de de assistência social e um time de futebol.Mudavde profissão.

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