Sr. Bellintani, tanto esperou para ver, que acabou vendo em demasia!

E AGORA PRESIDENTE, QUEM VAI SUBSTITUIR ROGER MACHADO?

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

Antes tarde do que nunca, mas, há muito tempo que estava “escrito nas estrelas” e, só o presidente do Bahia não lia ou traduzia essa cabalística parábola, a qual, significava que o “rótulo” de Roger Machado, como treinador do Bahia, há muito tempo, que já estava com sua validade vencida, haja vista que, desde a reta final do Brasileirão do ano passado, houve a frustração do seu torcedor que baseado na boa campanha que o time vinha realizando na competição, tinha a expectativa do time obter uma classificação à Libertadores, mas, o sonho acabou se transformando em pesadelo, em função da derrocada do time nas doze últimas rodadas da competição.

 

No início do mês passado, após o Bahia entregar a “rapadura” ao Ceará quando perdeu duas partidas seguidas, fator que culminou com a perda de mais um título para o Vozão em decisões de Copa do Nordeste, os inúmeros leitores desse Blog que me honram em ler meus artigos lembram que, dentre os diversos comentários que postei demonstrando minha insatisfação com o trabalho do então treinador Roger, tem um publicado em 05/08, com o título “Roger Machado: quem espera para ver, vê demais, Sr. Presidente!“, quando em um dos trechos chamei a atenção do gestor Guilherme Bellintani: “Senhor Presidente, quem espera para ver, vê demais. Compreendo que não é uma missão fácil contratar um treinador (…), para comandar um time da expressão do Bahia , o Brasileirão já vai começar e não se pode dar sorte ao azar”.

Já no dia subsequente, começava as finais do Campeonato Baiano, com duas partidas disputadas em Pituaçu, dando o empate em ambas, com o Atlético de Alagoinhas praticando um bom futebol, muito superior e mais competitivo do que o pobre e minguado futebol apresentado pelo time de Roger, mas, como o futebol não tem justiça e, clube pequeno é clube pequeno e clube grande é clube grande, o time da terra da cerveja perdeu na disputa de pênaltis e o Bahia conquistou um tricampeonato que não conquistava há 32 anos. Com esse feito, o presidente Bellintani, mesmo contrariando a vontade do torcedor que não desejava mais a permanência do treinador, se empolgou, passou a borracha no vexame da Copa do Nordeste, virou a página, passou mais uma vez, a mão pela cabeça do treinador mantendo-o no cargo, talvez esquecendo que no Brasileirão, o buraco é bem mais embaixo.

O jogo de estreia do Bahia seria contra o Botafogo, mas, infelizmente, a Federação Bahiana de Futebol havia programado a final do campeonato estadual para a mesma data do jogo contra o Botafogo, teve que ser adiado e aí, o Bahia sagrou-se Tricampeão Baiano no domingo, na quarta-feira, estreou na 2ª rodada do Brasileirão contra o Coritiba em Pituaçu e, mesmo jogando pedra em santo, venceu por 1×0. No domingo, em mais um jogo em casa venceu, com as calças na mão o RB Bragantino por 2×1 e, na sequência, enfrentou o São Paulo no Morumbi, jogando um bom futebol, com direito a Gilberto desperdiçar um pênalti e ainda assim, chegou a estar vencendo o jogo por 1×0, cedendo o empate no final do jogo, placar que revoltou bastante o torcedor.

Depois, foi jogar em Fortaleza contra o Ceará, mas, a síndrome do derrotismo diante do Vozão, acabou tomando 2×0 do time de Gordiola. No retorno a Salvador, suou para empatar com o Palmeiras com gol aos 49 minutos com contribuição do goleiro adversário, até chegar o dia do vexame diante do Flamengo, um jogo que já no seu primeiro minuto, mostrou aos torcedores um lance “genial” e talvez, inédito no futebol, o qual, não sei se foi criado pelos “trapalhões” Anderson e Lucas Fonseca ou, se foi uma jogada ensaiada pelo treinador durante a preparação do time para enfrentar o Flamengo, resultando no início do desastre, com um gol tomado logo no primeiro minuto de jogo, o que deve ter desestabilizado emocionalmente o time, jogo que no final, acabou ficando barato o placar de 3 x 5 para o Bahia, resultado que decretou o fim da saga de Roger Machado no Clube.

E AGORA PRESIDENTE, QUEM VAI SUBSTITUÍ-LO? REI MORTO, REI POSTO!

Pela grande dose de tolerância que o presidente Guilherme Bellintani demonstra para suportar o trabalho ruim de um treinador, está claro e patente que ele não é afeito à demissão de profissional dessa categoria, o que aproveito para ressaltar que o presidente tem inúmeras virtudes, mas, tem essa “falha técnica” que acaba prejudicando sua equilibrada gestão. Mas, vida que segue e, é como dizia o velho e saudoso pensador Vicente Matheus, o presidente mais corintiano que já passou e marcou época no velho “Coringão”, lá pelos anos oitenta, quando dentre outras frases de sua autoria ele proferia: “Quem está na chuva é para se queimar” ou, “Depois da tempestade, vem a ambulância”.

Então, chegou a hora de juntar os cacos, contratar um treinador, é uma difícil missão, mais difícil do que contratar um jogador, mas, o presidente e o seu diretor de futebol, já devem ter estudado e avaliado as escassas ofertas disponíveis nesse milionário e efervescente mercado e, talvez, nesse momento que estou redigindo esse artigo ou até, quando estiver sendo postado, talvez o treinador já esteja contratado, sem ainda ser anunciado. Se assim for, torço que Deus os tenha iluminados e tenham feito a melhor contratação para comandar nosso time que necessita, com urgência, de um profissional qualificado, atualizado, vencedor, carismático e disciplinador para colocar esse time pra jogar e vencer. Isso é o que o torcedor quer e exige. Entretanto, se ainda não encontraram um profissional com esse perfil, que o encontrem, em tempo hábil. BBMP!!!

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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1 Comentário

  1. Presidente fraquinho, no futebol. Completamente por fora. Auxiliado por Diego Cerri, que pensa pequeno e não dá resultados. Cadê a oposição no Bahia?

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