Cruzeiro sofre nova punição da Fifa e está proibido de registrar novos atletas

Cruzeiro atravessa momento complicado na Série B do Brasileiro

Após ser condenado a iniciar o Campeonato Brasileiro da Série B com seis pontos a menos devido ao não cumprimento da ordem de pagamento referente à dívida com o Al Wahda, pelo empréstimo de seis meses do volante Denilson, o Cruzeiro sofreu nova punição da FIFA. Desta vez, o clube está proibido de registrar novos jogadores. O motivo da nova sanção é a dívida com o Zorya, da Ucrânia, pela compra do atacante Willian, em 2014. O clube chegou a anunciar um acordo em agosto para o pagamento de 1 milhão de euros, no entanto, o acerto não foi homologado na Fifa. As informações foram divulgadas inicialmente pela Rádio Itatiaia.

 

Em nota, o Cruzeiro contestou a nova punição. A diretoria apresentou documentos que, segundo ela, comprovam que foi fechando um acordo com o Zorya para a quitação da dívida. Leia o posicionamento completo do Cruzeiro abaixo. Além da eliminação na Copa do Brasil para o CRB, o Cruzeiro não vence há três jogos na Série B e amarga o tímido 15º lugar com apenas 4 pontos.

Veja a nota oficial do Cruzeiro:

“O Cruzeiro Esporte Clube confirma que recebeu um contato da Fifa sinalizando que o FC Zorya contesta acordo firmado entre os clubes, anunciado oficialmente no mês passado, envolvendo a dívida de 1.159.786,31 euros, vencida em 20 de agosto de 2020.

Diante da contestação do FC Zorya, a Fifa aplicou a sanção de transfer ban (impossibilidade de registro de novos jogadores), o que é lamentado e contestado pelo Cruzeiro Esporte Clube, já que o acordo celebrado entre as partes, se fez mediante canais oficiais previstos pela Fifa para tanto.

Na véspera da data de vencimento da dívida, o FC Zorya notificou o Cruzeiro, por meio de seu e-mail oficial, cadastrado no Fifa/TMS, informando que realizou uma cessão do crédito específico ao Alik Football Management, da Estônia. Desta forma, o Cruzeiro negociou o parcelamento do débito diretamente com o Alik, mas, para se resguardar, exigiu que o FC Zorya fizesse parte do acordo como terceiro interessado, e informou que faria o pagamento somente após sua homologação pela Fifa.

No trâmite, além do selo de autenticação e assinatura do representante do FC Zorya em todos os documentos, nos quais o mesmo atesta, num primeiro momento, a cessão do crédito para o Alik, e, num segundo momento, o termo de formalização do acordo, é importante destacar que a comunicação entre os todos os envolvidos sempre se deu por meio dos canais oficiais estabelecidos pelo sistema Fifa/TMS, que é extremamente rigoroso com o acesso, cadastramento e processos dos seus e-mails.

Sendo assim, diante da manifestação do FC Zorya, a contestação do Cruzeiro se baseia em duas variáveis: ou o sistema da Fifa apresentou algum tipo de falha, o que é pouco provável, ou o clube ucraniano está contradizendo os documentos que seu próprio representante validou e assinou, documentos estes disponíveis em anexo à esta nota.

Por esta razão, na noite de ontem, 1º de setembro de 2020, o Cruzeiro enviou manifestação formal à Fifa, esclarecendo o ocorrido e exigindo a reconsideração da pena por ora imposta. O Clube reitera que em todos os momentos e processos agiu com absoluta clareza, boa fé e dentro da legalidade, confiando que a comunicação feita por meio dos canais oficiais da Fifa, com todos os envolvidos em cópia, inclusive o advogado do FC Zorya, são válidas.”

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