Sobre o “Bode Expiatório” do elenco do Esporte Clube Bahia

O APAGADOR DO FIFÓ: Marco Antônio

Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia

E um dia imaginar que iríamos nos sujeitar a sermos fregueses do Ceará… com todo o respeito que devemos ao adversário, mas perder 3 partidas seguidas, num placar agregado de 6 x 1, denota que temos problemas sérios entre o elenco e o treinador atual que está mais para um reles entregador de camisas. Parece absurdo mas, o tratamento dado pelo Senhor Roger ao jovem Marco Antônio demonstrou que ele já se perdeu na sua forma polida de tratar assunto tão delicado, quando agiu de forma tão grosseira. Talvez o desespero, de ver a sua condição de treinador tão comprometida, tenha feito ao até então “gestor” de grupo sair da casinha com essa infame agressão. Quem lembra do episódio do Zeca, no passado recente? Naquele episódio, quando perguntado sobre, deu uma leve resposta, educado que foi, dizendo que o assunto seria “tratado internamente”.

 

Por que com o garoto da base ele BRADOU que lhe faltava “profissionalismo”?

A ideia é colocar no jovem jogador, com toda a sua arrogância, a culpa da sua falta de capacidade em fazer o time jogar, tentando imputar-lhe parte maior dos insucessos atuais parece algo não muito ponderado.  O “prata da casa” foi jogado aos leões de forma mais sub-reptícia e desrespeitosa.

Vai entender que nessa declaração infeliz sobre o nosso Marco Antônio, Roger Machado está fazendo mais um gesto de autodefesa tentando justificar a sua incompetência em fazer o Bahia jogar bola. Não importa o quanto depreciou o jovem atleta! A Diretoria, por sua vez, faz aquela “cara de paisagem” numa aceitação tácita de elevada gravidade.

Por que esse pulha entregador de camisas, não falou assim quando o seu queridinho ÉLBER, num flagrante falta de profissionalismo, concluiu o lance perdendo um gol claro contra o São Paulo? E, pior ainda foi aturar, após o jogo, o jogador desdenhar do torcedor tricolor afirmando que o empate, com sabor de derrota, foi um excelente negócio… Bom negócio seria encerrar o contrato com o Bahia.

O que disse Roger Machado? Com a maior tranquilidade, disse: “Ele fez uma escolha”… ficou claro que a tal escolha foi uma enorme INCOMPETÊNCIA recheada de falta de profissionalismo. Mas, era o ÉLBER! Assim como temos outros fanfarrões, nada profissionais, que nos pós-jogos repetem as mesmas e amareladas desculpas.

Sei que o nosso Presidente deve estar atônito com tudo isso. As finanças do clube ainda estão sendo restauradas e isso, talvez, o impeça de tomar as atitudes necessárias ao saneamento das coisas em campo. Ainda IMAGINO o quanto seja difícil para um dirigente de um clube, como o Bahia, conseguir entender a premente necessidade de trocar de treinador! Mas, a situação se apresenta como insustentável. Tem que agir agora!

O currículo do ROGER aponta para um entregador de camisas fracassado na carreira. Não conseguiu ganhar títulos importantes por onde passou (Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG) e agora demonstra um evidente desequilíbrio emocional (fica claro que ele não tem mais o comando) quando QUEIMA um atleta da base e patrimônio do clube que mostrou jogar muito mais que o seu favorito Clayson.

Outro jogador que está sendo “fritado” pela via mais escrota é o nosso Saldanha. Centroavante de ofício, inteligente e que vinha jogando muito bem no time B, sob o comando do Dado Cavalcanti. Daí o Roger Machado o coloca na reserva absoluta quando assistimos ao Fernandão se constituir em menos um no campo. Quando o leite já foi derramado, coloca o rapaz sempre após aos 35 minutos.

Fosse eu presidente do Bahia, hoje, Roger Machado já teria sido dispensado sumariamente. Chega de tanta parcimônia!

Paulo Fernando, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano. 

 

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