Bahia precisa confiar e apostar mais nos jovens atletas do clube

"A hora de apostar é agora, de dar um chacoalho na equipe"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

Parece redundância, mas, o que se há de fazer? Falar mais uma vez de Roger Machado, que teve seu pescoço salvo, ainda que temporariamente, pelo garoto Marco Antônio, no apagar das luzes, empatando a partida contra o Palmeiras, após ser publicamente criticado pelo próprio técnico, quando questionado sobre a ausência do atleta ao final da partida contra o Ceará. Em breve, jogaremos contra o Flamengo, cujo auxilio do VAR não permitiu ao menos que o Santos FC empatasse o jogo, com gols estranhamente anulados. Arbitragens à parte, o Santos não se intimidou e jogou sem medo do “poderoso” Flamengo, expondo as falhas defensivas do time do Rio que podem ser exploradas no próximo jogo.

 

Mas o intento desse post é mostrar que o uso frequente de jovens atletas tem trazido a alguns times uma injeção de ânimo CONFIANÇA e qualidade. Nessa rodada, o São Paulo se valeu durante a partida de nada menos que 10 atletas que surgiram de sua base, num clássico contra o Corinthians, decidido por Brenner, um jovem atacante de 20 anos, que com a segurança dos mais experientes e com a CONFIANÇA do seu treinador, selou o triunfo e garantiu a vice-liderança de sua equipe.

Vi um jovem zagueiro, do mesmo São Paulo anular o ataque do Corinthians, com a CONFIANÇA do treinador, mas porque estou falando tanto do São Paulo, afinal, sou Bahia. Se repararem, eu falei a palavra CONFIANÇA propositadamente em destaque para mostrar como é que um treinador deve tratar as joias e jovens que figuram no clube e que a esses jogadores, que querem jogar, tem qualidade para tal e são preteridos deve-se oferecer o “prato de comida para quem tem fome”.

O uso quase nulo de jovens jogadores no Bahia vem se tornando uma praxe e a esses atletas não é dada a chance de atuar em alto nível, trocando esses promissores atletas por migalhas oferecidas por clubes sem expressão no cenário mundial, cerceando a vitrine de elite a que estes poderiam ser expostos. Um gol feito no Baiano vale mais que um gol feito no Brasileirão ou Copa Sul-Americana?

Reitero que os jovens jogadores não são a solução para os problemas do Bahia, mas, se o treinador não tem coragem de usar esses atletas, os preterindo em face de jogadores que não tem acrescentado muito ao time, aos olhos dos mesmo cai como um balde de agua fria no atleta. É um desestímulo para o cara que treina e se dedica, por vezes mais que os atletas tarimbados e simplesmente não são nem relacionados. Falo isso porque nosso presidente afirmou que não irá mais contratar.

O futebol não é uma ciência exata, mas, quando você olha para seus atletas e não os relaciona ou sequer cogita integrar numa relação de convocados para uma partida, é demonstrar que os mesmos, aos olhos do comandante não tem o valor para estar ali.

Saldanha tem sido o mais regular dos jovens utilizados, não está rendendo o que se espera, mas mesmo abaixo da crítica, por enquanto, está sendo posto numa vitrine mundial e sua valorização é maior que a dos “FANTASMAS” que figuraram no time de transição, que muitos por aí sabem que ao menos fazem parte do elenco do esquadrão.

A hora de apostar é agora, de dar um chacoalho na equipe, mostrar que não há cadeira cativa aos acomodados titulares do Bahia, que se deitam em suas titularidades, sabendo que se depender do Treinador eles ali permanecerão rendendo ou não. Enderson em 2018 lançou Eric Ramires, ainda que no fogo e deu no que deu, foi expoente e disputado por clubes do Brasil e do exterior, sendo um fato novo naquele momento, coisa que com os Claysons e Wandersons e Eltons na mão do hierárquico Roger jamais acontecerá?

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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