Aos trancos e barrancos, Roger segue seu trabalho no Bahia

Apesar dos 100% de aproveitamento na Série A, Roger segue questionado

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Aos trancos e barrancos, entre tapas e beijos, e sob uma forte e intensa pressão de boa parte da Nação Tricolor segue o trabalho, ainda muito questionado, do treinador Roger Machado no Esporte Clube Bahia. Para alguém que começou à acompanhar o trabalho do treinador há menos de duas semanas quando viu que, mesmo na disputa de pênaltis, o time levantar o troféu de tricampeão baiano e já na quarta-feira passada, estrear no Brasileirão vencendo o Coritiba por 1×0 e no último domingo, ter vencido o RB Bragantino por 2×1, deve estar se perguntando: como é que um treinador, no sábado, conquista o título estadual; na quarta-feira estreia vencendo no Brasileirão e no domingo, consegue outro triunfo, obtendo 100% de aproveitamento numa competição tão difícil e ainda tem o seu trabalho questionado? Aí, quem vem acompanhando o trabalho do profissional, desde o ano passado, responderá que as críticas não reflete ao varejo e sim, ao atacado ou seja, todo o histórico do treinador no comando técnico do time.

 

Quem lê meus artigos, já deve ter percebido que sou um contumaz crítico do trabalho do atual treinador do Bahia, por entender que , o que ele “constrói com às mãos, desmancha com os pés”, tipo assim: inicia bem uma competição, vai bem até certo ponto, conquistando bons resultados, mas, quando chega na hora do vamos ver ou da onça beber água, acontece um revertério ou um efeito colateral no seu trabalho que é jogado fora todo trabalho já feito. Foi assim no Brasileirão do ano passado, quando chegou na sua reta final, faltando doze rodadas para terminar, o time deu “caruara” e agora na Copa do Nordeste, após fazer uma boa e segura campanha até as semifinais da competição, o time deu ,”chabu” nas duas partidas finais, e acabou entregando o ouro ao “bandido”. Lembrando que antes do vexame da decisão da Copa do Nordeste, aconteceu a eliminação precoce e sumária do clube diante do “timaço” do River do Piauí, no jogo de estreia da Copa do Brasil que, por ter se tratado de um jogo eliminatório, o qual, ou o Bahia matava ou morria, como morreu, por razões óbvias, não tinha como, deixar de questionar o fraco trabalho do treinador nos vestiários, por ter se tratado de um único jogo.

E AGORA JOSÉ? COM 100% DE APROVEITAMENTO NO BRASILEIRÃO, MUDA SEU CONCEITO QUANTO AO TREINADOR?

Não. Já afirmei no meu comentário anterior que, não retiro, sequer, uma vírgula de tudo que já postei a respeito do trabalho do treinador, muito pelo contrário, acrescento como já acrescentei no parágrafo anterior. Só que, o futebol é apaixonante e dinâmico e temos que viver o seu momento ou, à fase do nosso time. Tive meus fundamentos para criticar o trabalho do treinador ao longo de sua atuação no comando do time, em contrapartida, no recorte atual, o treinador e seus séquitos têm argumentos plausíveis e palpáveis para contestar ou rebater minhas críticas, até porque, os números e as posições alcançadas na classificação, nessa 3º rodada, por si só se expressam.

Tenho absoluta certeza que há quase quarenta anos, que o Bahia não dá uma largada tão audaciosa como essa desse ano, ocupando a 4ª colocação na 3ª rodada do Brasileirão com 100% de aproveitamento estando, respectivamente, atrás de Vasco e Internacional, que ganham nos critérios de desempate, inclusive, tendo o mesmo número de jogos do Vasco (dois) e um jogo a menos que o Internacional que já fez três jogos. Foi uma rodada para lá de perfeita para o Bahia, que antes de entrar em campo, ocupava a 7ª colocação, fez o dever de casa ao vencer o RB Bragantino por 2×1 e de quebra, viu o Inter perder para o Fluminense, o Atlético/GO empatar com o Sport, o Grêmio empatar com o Corinthians e o Santos derrotar o Atlético/PR, resultados que contribuíram para o Bahia fechar à rodada integrando o G-4 e, ainda lembrando que A tradicional mística voltou e, voltou pra valer, sendo que, não posso deixar de trazer à tona, o mais usado termo condicionante do futebol que é A Conjunção Condicional “se”! Se não fosse aquele gol de Ernando aos 48 minutos do segundo tempo e se outros resultados favoráveis que foram citados acima, não tivessem acontecido o Bahia, além de não estar inserido no seleto grupo que tem um aproveitamento de 100% na competição, juntando ao Atlético Mineiro e o Vasco, não estaria ocupando posição tão privilegiada na classificação.

Brasileirão que segue, com o Bahia tendo dois difíceis jogos pela frente e ambos fora de casa, sendo que o primeiro jogo será contra o São Paulo na quinta-feira no Morumbi, com o tricolor paulista muito pressionado pelo seu torcedor que, após a derrota para o Vasco, recebeu a delegação sob protestos no momento do desembarque, em função de ainda guardar sequelas da eliminação das semifinais do Paulistão e já no jogo subsequente, o tricolor baiano enfrenta o Ceará no Castelão, que mesmo tendo conquistado o título da Copa do Nordeste, já está em crise em função de ainda não ter vencido no Brasileirão e, caso haja algum tropeço diante do Vasco, a crise vai aumentar e, como “no Ceará não tem disso não”, é muito diferente da Bahia, onde treinador quanto mais perde, tem a confiança do gestor do clube, o Gordiola se ainda não estiver no processo de “fritura”, poderá nem estar mais comandando o Vozão no jogo com o Bahia.

Face ao exposto, só tenho que expressar minha alegria e contentamento pela atual performance do time no Brasileirão, desejando que a sorte continue bafejando, tanto o treinador Roger Machado como o time, o qual, gostaria de vê-lo vencendo e convencendo, mas, como não está sendo possível unir o agradável ao útil, só resta-me aguardar cenas dos próximos capítulos, optando pelo pragmatismo ou seja, que o time jogue e não convença, mas, que vença o jogo, para que possa somar os preciosos e valiosos três pontos.

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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