Sem clube, volante ex-São Paulo e Arsenal quer dar sequência à carreira

Denilson não atua desde fevereiro de 2019 pelo Botafogo-SP

Sem atuar há mais de um ano, quando rescindiu contrato com o Botafogo de Ribeirão Preto, o volante Denilson, hoje aos 32 anos, aguarda propostas para dar sequência à sua carreira no futebol. Com passagens por grandes como São Paulo e Arsenal, além de ser “pivô” da punição sofrida pelo Cruzeiro, com a perda de seis pontos no início da Série B do Campeonato Brasileiro em 2020, o jogador sofreu com as sucessivas lesões e se despediu do Botafogo-SP com apenas 15 minutos em um jogo oficial – na derrota para o RB Brasil por 3 a 1, em Campinas, no dia 15 de fevereiro de 2019. Antes disso, ele já vinha de duas temporadas praticamente sem atuar. Sua última temporada regular foi pelo Al Wahda, da Arábia Saudita, em 2016, antes de se transferir para a Raposa, onde atuou apenas 5 jogos e custou 50 mil dólares por jogo (R$ 164 mil), além dos salários.

 

Em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo, o volante revelou a frustração que passou no último ano, mas mostrou otimismo e confiança ao afirmar que deseja estar em campo por pelo menos mais cinco temporadas. “Passei por momentos tristes, guardei para mim e isso faz mal, mas nunca desisti. Quero ter mais cinco anos [de carreira] ainda e é o que eu pretendo fazer. Quer continuar jogando profissionalmente e realmente só depois disso procurar alguma outra atividade para fazer”, disse o jogador.

No interior paulista com sua família, o jogador mantém rotina de treinos durante a pandemia do novo coronavírus e ressaltou a vontade de voltar aos gramados. “Tenho vontade de trabalhar, de fazer o que eu amo, porque é o que sei fazer. Para mim, jogar no Emirates Stadium é a mesma coisa que jogar no estádio do Botafogo-SP, por exemplo. Eu quero estar atuando, quero estar jogando independente de ser em um campo ruim ou bom. O importante é estar dentro de campo, fazendo o meu trabalho”, concluiu.

Natural de São Paulo (SP), Denílson Pereira Neves, 32 anos, surgiu nas divisões de base do São Paulo onde se profissionalizou e fez parte do time que conquistou o Mundial de Clubes da FIFA (2005) e o Campeonato Brasileiro (2006). Chamou a atenção do futebol europeu e foi negociado com o Arsenal, em 2006, ficando na Inglaterra até meados de 2011, quando retornou ao Brasil para vestir novamente a camisa do São Paulo. Foram mais cinco temporadas na equipe paulista e um título, da Copa Sul-Americana (2012).

Em 2016, foi vendido ao Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, porém, no mesmo ano voltou ao futebol brasileiro, agora emprestado ao Cruzeiro. Na Raposa, fez apenas 5 jogos e foi pivô da punição sofrida pelo clube mineiro, com a perda de seis pontos no início da Série B, além disso, teve um custo de 50 mil dólares por jogo (R$ 164 mil), além dos salários. Após deixar o Cruzeiro, voltou ao futebol árabe, mas não atuou um jogo sequer. Em 2019, assinou com o Botafogo-SP, porém, sofreu com contusões e se despediu do clube com apenas 15 minutos em um jogo oficial.

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