Retorno do futebol com normalidade apenas após a vacina contra o coronavírus

Enquanto não tiver vacina, jogos serão sem torcida nos estádios

Quando volta o futebol brasileiro, paralisado em 15 de março? Para Jair Bolsonaro, os Campeonatos nem deveriam sofrer problemas de solução de continuidade, afinal, é bom lembrar que o presidente sempre minimizou a grave crise sanitária que assombra o mundo inteiro, inclusive, em pronunciamento em rede nacional afirmou que se tratava de uma simples gripe sem valor. Hoje somente no Brasil temos cerca de quase 13 mil pessoas mortas. Portanto, o retorno ao futebol apesar da ansiedade do torcedor e desejo de alguns clubes diante dos enormes prejuízos, é completamente incerto. Pelo mundo apenas, o Campeonato Português tem data prevista para recomeçar em 4 de junho, ainda assim, sem público. Na Coreia do Sul, o futebol retornou no último final de semana.

 

Segundo um relatório do Centro de Pesquisa em Esporte, Lazer e Sociedade (CEPELS) da UFPR e a Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento (SNEAR) do Ministério do Esporte, existem uma série de cenários a serem respeitados para ter a bola rolando.

De acordo com o estudo, feito pelo professor Fernando Mezzadri e o advogado Paulo Schimitt, coordenador da comissão de integridade da Federação Paulista de Futebol publicado do jornal Tribuna do Paraná, os únicos esportes que poderiam voltar a ser praticados inicialmente são os individuais e sem o contato físico, uma vez que ainda é necessário seguir o isolamento social.

“As atividades devem se limitar em práticas como caminhada, ciclismo, corrida, exercícios em casa, yoga, alongamentos, entre outras, sempre evitando qualquer forma de aglomeração ou de incentivo à circulação de pessoas. Sempre que possível as pessoal podem caminhar perto de suas residências e não devem procurar ir aos parques para realizar as atividades”, disse Mezzadri.

Entre a situação atual e até que tudo volte à normalidade, o levantamento divide a questão esportiva em quatro cenários. O primeiro é o que vivemos atualmente, dentro do isolamento.

O segundo é a volta de alguns esportes profissionais, mas somente os praticados de forma individual, com máscaras, equipamentos individuais e limpeza e desinfecção de tudo após o término da atividade. Além disso, será preciso que todos os envolvidos façam testes para saber se estão infectados.

Tanto os atletas quanto as pessoas devem fazer os testes como uma forma de controle e precaução, mas a volta aos treinamentos normais e as competições ainda não devem ocorrer agora. Consideramos muito precipitado o retorno as competições pelo atual estágio da pandemia no Brasil”, completou Mezzadri.

Já no terceiro cenário as competições coletivas poderão ser realizadas, ainda sem público e com pequenos grupos de treinamento, evitando o máximo possível qualquer aglomeração, mas também seguindo o protocolo de uso de máscaras, álcool em gel, equipamentos individuais e testes de infecção.

Torcidas em estádios e ginásios e a prática normal dos esportes apenas no quarto cenário, que só acontecerá quando existir uma vacina contra o Covid-19, o que, possivelmente, só acontecerá em 2021.

“Gestores públicos, da iniciativa privada, atletas e espectadores terão que compreender o atual momento. Sabemos que as competições não devem começar agora, não podemos ter contato físico e a grande maioria das modalidades esportiva requer esse contato. Dificilmente haverá jogos com torcida enquanto não existir uma vacina para a Covid-19”, completou o professor.

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