Federação de Atletas diz que jogadores estão passando fome com a pandemia

secretário-geral da FIFpro esclareceu que aleas ficaram sem fonte de receita

Em uma conversa com jornalistas, o secretário-geral da Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFpro), Jonas Baer-Hoffmann, afirmou que que existem jogadores na África, na América do Sul e na América Central passando fome em função da crise provocada pelo novo coronavírus. Ele esclareceu que muitos futebolistas ficaram sem fonte de receita face à suspensão dos campeonatos e que muitos têm salários equiparáveis às médias nacionais. No Brasil, a imensa maioria, cerca de 90% dos atletas profissionais do futebol, ganha até 2 salários mínimos, e muitos estão sem receber com a paralisação do futebol.

 

De acordo com informação do portal UOL Esportes, entre os casos relatados de pedido de socorro alimentar pela FIFpro, organismo que representa futebolistas de 65 países, estão atletas do Botsuana, Egito, Colômbia, Honduras, Panamá, Paraguai e Uruguai. Nestes locais, segundo a entidade, atletas estão recebendo cestas básicas das federações. Não há atletas brasileiros. Na semana passada, o governo brasileiro vetou a inclusão de atletas e profissionais ligados ao esporte no auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia do novo coronavírus. A sanção da lei foi publicada na edição da última sexta-feira (15 de maio) do Diário Oficial da União.

“O atleta vive em ambiente de instabilidade. O futebol está desestruturado, sem segurança legal. É preciso entender o futebol de maneira sistêmica. A realidade é que atletas vivem de contratos curtos, e de baixa remuneração”, diz Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo.

Martorelli disse que o sindicato já encaminhou aos atletas um “questionário social”, a fim de entender as principais necessidades da categoria nesse momento de crise. Ainda não foi feita a análise final das respostas.

Nessa hora, com a categoria em crise e sem receber o benefício emergencial, a mobilização passa a ser fundamental. “Vamos começar o dia trabalhando em fazer contatos com parlamentares para que possam nos apoiar e tentarmos reverter esse veto. Vamos à luta pra buscar benefícios aos atletas”, diz Washington Mascarenhas, presidente do Sindicato dos Atletas de Futebol do Município de São Paulo.

 

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