Turner tenta romper contrato com o Bahia e outros sete clubes da Série A

Emissora americana enviou uma carta aos clubes no dia 3

Após um primeiro contato, em novembro do ano passado, quando somente o Athletico-PR se dispôs a responder, a Turner voltou a procurar os clubes com quem tem até 2024 para a transmissão em TV fechada dos jogos do Campeonato Brasileiro 2020. No último dia 3, a emissora americana enviou uma carta aos oito clubes, são eles: Palmeiras, Santos, Internacional, Bahia, Ceará, Coritiba, Fortaleza e Athletico-PR. Com isso, haverá uma série de negociações para o rompimento do contrato. Portanto, é provável que os clubes readquiram seus direitos e os repassem para a Globo.

 

Na carta, a Turner aponta para uma série de regras contratuais que os clubes estariam quebrando, principalmente no que diz respeito às transmissões dos seus jogos na TV aberta – os oito clubes assinaram com a empresa de Ted Turner para mostrar as partidas na TV fechada (Esporte Interativo, TNT e Space) e com a Globo para a TV convencional. Na guerra das transmissões, com jogos liberados para as praças, TVs abertas e fechadas, horários mudados em função desses acordos, a Turner não estaria mais contente com seus números de audiência e faturamento. Nem mesmo com a atitude de seus parceiros do futebol brasileiro. A empresa acredita que os clubes não honraram seus compromissos e se dobraram às exigências da outra emissora.

“A Turner enviou na sexta-feira, 3 de abril, uma notificação aos clubes com os quais mantém contrato para exibição da Série A do Campeonato Brasileiro 2020. Essa carta reitera o que já foi colocado aos clubes em novembro de 2019, sobre o que não tivemos quase nenhuma resposta, e pede que venham conversar com a Turner para solucionar questões pendentes. Há certas obrigações que a Turner deseja reforçar, incluindo compromissos assumidos pelos clubes que são essenciais para que a Turner crie um modelo de negócio sustentável. A Turner propõe uma nova conversa, ao mesmo tempo em que não descuidará das ações necessárias à defesa de seus direitos. A Turner sempre privilegiou o diálogo e acredita numa solução conjunta.”

A Turner foi fundada em 1970 por Robert Edward “Ted” Turner. Em 2015, seu braço esportivo descobriu o Brasil e desde então tenta entrar na disputa das transmissões das partidas. No ano passado, conseguiu colocar no ar sua primeira edição do Brasileirão, com os diretos comprados por R$ 140 milhões de sete equipes para quem mandou a carta – o Coritiba estava na Série B. A carta é sigilosa.

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