Roger elogia reforços do Bahia e fala sobre o esquema tático para 2020

"Estamos abertos ao mercado, mas temos que enxergar essa posição de forma diferente”

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Após o jogo-treino, realizado na última quinta-feira, no CT Evaristo de Macedo, que terminou com vitória do Fluminense de Feira contra o time principal do Esporte Clube Bahia com gol de Rafael Granja, o técnico Roger Machado concedeu entrevista na Sala de Imprensa Armando Oliveira e falou sobre as contratações do Esquadrão para a temporada. Até aqui, foram anunciados os laterais Zeca e Juninho Capixaba, o volante Jadson, o meia Daniel e os atacantes Rossi e Clayson. O treinador tricolor elogiou os reforços e explicou as características de cada um, citando os ganhos para a equipe, especialmente na bola parada.

 

“Daniel foi um dos melhores passadores do campeonato. Gregore também. Rossi e Clayson como assistentes. Para ter mais controle pela posse e conseguir gerar mais oportunidade de gol. Tivemos uma eficiência grande ano passado, com Gilberto, Fernandão, Artur e Élber. Mas precisamos gerar mais oportunidades para sobrepor eficiência com número de oportunidades criadas. Mudamos um setor inteiro, com suplente. Temos dois laterais, um atacante novo. Será nosso desafio, o entrosamento. Juninho tem capacidade de ataque grande, Zeca também, deixam o time mais leve. Quando pressionados, podemos sair com mais destreza. Esse começo é de trabalho mais físico, mas quando se tem uma base do ano anterior facilita bastante. Contratamos também, além dos jogadores assistentes, jogadores de bola parada, Clayson cobra escanteios. Alternamos os batedores de escanteio. Não tínhamos um exímio cobrador de escanteio. Clayson é uma bola pesada, mas com direção. Trabalhamos isso na pré-temporada, pode ser decisivo em jogo apertado. Batedores de falta no jogo, Arthur Caíke saía do banco, agora também temos o Clayson. Questões importantes que trabalhamos para tornar o time competitivo e com mais qualidade”, disse.

Roger Machado também falou sobre o esquema tático e citou os meias Daniel e Arthur Rezende como jogadores que podem atuar como meia articulador, mas também com capacidade defensiva.

“Sobre o meia, nessa estrutura que montamos, um meia articulador sempre é bem-vindo. Porém, o que procuro sempre nessa posição, é que possa agregar capacidade defensiva importante, para não perder a competitividade que adquirimos no ano passado. Clube está sempre aberto ao mercado. Conseguimos vencer algumas disputas com clubes importantes. Nessa posição específica é rara, posição que quem tem não quer largar. Os modelos de jogo têm se alternado um pouco entre 4-3-3, 4-4-2. Temos no grupo jogadores que podem fazer essa função. O Daniel, Arthur Rezende, que joga nessa posição, meia de origem. Esses meias estão sendo deslocados e sendo trazidos para trás. Antigamente colocávamos os melhores jogadores para a frente. Hoje, a gente começa a trazer os bons para trás. Os bons meias se transformaram em segundo ou terceiro homem do meio. Os espaços estão cada vez menores, as pressões no campo de ataque cada vez maiores, precisa de um jogador com maior destreza para jogar. Jogadores com dinâmica, mas com qualidade também. Estamos abertos ao mercado, mas temos que enxergar essa posição de forma diferente”.

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