Camisas do Bahia com manchas de óleo serão leiloadas para ajudar grupos voluntários

Clube usará a camisa nesta segunda-feira contra o Ceará

O Esporte Clube Bahia segue se destacando dentro e fora de campo pelas campanhas de impacto social de engajamento em diversas causas, que buscam fortalecer a cidadania. Nesta segunda-feira, às 19h30, no Estádio de Pituaçu, o time tricolor enfrenta o Ceará e jogará com uma camisa com manchas referentes ao óleo que vazou nos mares e chegou nas praias da Região Nordeste, principalmente na costa baiana. Além do protesto, o presidente Guilherme Bellintani anunciou que o clube vai leiloar os uniformes e a renda será revertida aos grupos voluntários que estão agindo contra o petróleo que chega na areia e nas pedras.

 

“Camisas do @ECBahia manchadas de óleo serão leiloadas e a renda será revertida aos grupos voluntários. O Nordeste está vivo e lutando por seus espaços. Das tragédias ambientais à xenofobia, enfrentemos. E o abraço do Brasil nos fortalece. Somos tantos cantos, mas somos um só”, escreveu o presidente do clube, Guilherme Bellintani, no Twitter.

Através de suas redes sociais, no último domingo, o clube baiano convocou voluntários para ajudar na limpeza das praias do Nordeste por conta do vazamentos de óleo que atingem várias praias da região. VEJA ABAIXO.

“O problema é seu. O problema é nosso. Quem derramou esse óleo? Quem será punido por tamanha irresponsabilidade? Será que esse assunto vai ficar esquecido? O Bahia é você, somos nós, cada ser humano.

É a forma como representamos o amor, o apego, o chamego, o sagrado, a justiça. O Bahia é a união de um povo que vibra na mesma direção, que respira o mesmo ar e que depende da mesma natureza para existir, para sobreviver. Jogaremos nesta segunda-feira (21), contra o Ceará, em Pituaçu, com a camisa do Esquadrão manchada de óleo.

Um convite à reflexão: o que faz um ser humano atacar e destruir espaços sagrados? O lucro a qualquer custo pode ser capaz de destruir a ética e as leis que regem e viabilizam a humanidade? A barbárie deve ser tratada como tal, não como algo natural.”

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