Benefício da marca própria ainda não chegou ao torcedor do Bahia

Bahia, Fortaleza e CSA praticam preços salgados nas suas camisas próprias

Alguns clubes do futebol nacional optaram por abandonar os tradicionais fornecedores de material esportivo para abraçar a ideia da marca própria. No entanto, até agora foram poucos clubes com peso e tradição como Bahia, Fortaleza e CSA, todos nordestinos que entraram no ramo. Na Série B, apenas o Coritiba aderiu à ideia. Os demais clubes com essa modalidade são todos integrantes das divisões inferiores, alguns deles já fabricando e vendendo seus uniformes já por muitos anos até por falta de interesse dos grandes fabricantes.

 

O Esporte Clube Bahia entrou na onda justamente um ano atrás, em outubro de 2018, após encerrar o contrato com a Umbro. Lançou a marca Esquadrão, repetindo estratégia tentada pelo Vasco no início dos anos 2000 e também pelo Santos anos mais tarde, porém, ambos fracassaram e o projeto foi descontinuado.

Na ocasião, o presidente Guilherme Bellintani afirmou que o Bahia recebia da Umbro apenas R$ 11,00 por cada camisa vendida de R$ 250,00 (preço do uniforme) e ainda acrescentou que: “Nossa torcida não tem dinheiro para consumir a camisa igual do jogador”, talvez fazendo alusão apenas em relação a camisa popular que seria lançada em dezembro de 2018.

Com tal afirmação, se imaginou que com a iniciativa, os preços seriam menores, os clubes teriam finalmente lucro e as camisas alcançariam um maior número de torcedores via preço, presumindo repasse do menor custo ao preço final. A primeira parte do propósito, acredito que foi atingida com sucesso, não tão somente pelo Bahia como para os demais clubes que certamente passaram a ter um lucro, no entanto, o pobre torcedor continua pagando CARO por uma camisa quando não igual, inferior.

Não sei quais os custos diretos de produção deste material, quais despesas fixas, insumos, impostos, distribuição, mas sou capaz de pelo menos desconfiar que na margem de lucro foi inserido, digamos, um taxa PAIXÃO na ordem de uns bons percentuais para cima. Camisas das marcas conhecidas com Pênalti, Nike, Puma, Adidas e outros que vestem clubes vistos e tratados como pesos-pesados como Flamengo, Grêmio, São Paulo, Santos, Internacional, Grêmio e outros, em algumas oportunidades têm um preço menor das agora conhecidas como “marcas próprias”, quando não é assim, o valor é bastante assemelhado.

Exemplos são diversos, o maior, talvez seja a camisa do Flamengo que vive uma das suas melhores fases na história e cobra R$ 249,00 pela camisa fabricada pela Adidas. O Santos com a Umbro e Internacional com a Nike praticam o valor de 200,00 e por aí vamos. Enquanto isso, Fortaleza e Bahia cobram R$ 225,00 e R$ 220,00, respectivamente, enquanto o CSA R$ 200,00, valores que considero alto ainda que reconheça que com as marcas próprias todo o material hoje utilizado pelo clubes em todas as divisões sai desta produção e isto naturalmente precisa ser inserido na composição do preço final. Vale destacar pelo lado positivo que hoje, no caso do Bahia, os torcedores têm a possibilidade de desenhar e escolher por votação o modelo dos uniformes, quando antigamente os fabricantes utilizavam até modelos de camisas de clubes europeus, alterando apenas o escudo, o que deixava boa parte do torcedor insatisfeito.

A saída encontrada foi a criação das camisas populares, porém, com um número limitado, creio de apenas três mil camisas custando R$ 99. Hoje foi a vez do Fortaleza trilhar pelo mesmo caminho. O tricolor do lado de lá, anunciou que vai comercializar camisa “oficial” por R$ 59 que pode ser R$ 50, caso o torcedor entregue no ato da compra uma camisa pirata. As camisas não serão vendidas pelas Lojas e a confecção do produto não será como a oficial, que é vendida por cerca de R$ 225, mas vai obedecer à critérios de qualidade.

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