Bellintani explica medidas que serão tomadas para coibir assédio no estádio

Presidente garantiu que o clube tomará providências

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Após publicação de uma torcedora que relatou e acusou cenas de assédio na Arena Fonte Nova, o presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, se pronunciou em entrevista exclusiva às Dibradoras e prometeu providências para combater o assédio. O mandatário detalhou quais serão as medidas que o clube deverá tomar para coibir o assédio no estádio e como o tricolor pretende oferecer um ambiente menos hostil às torcedoras – além de facilitar a denúncia para os casos que continuarem acontecendo. Lembrando que em jogos do Bahia já existe uma ronda Maria da Penha rodando a Fonte Nova para coibir o assédio às torcedoras. Também é possível fazer denúncias na delegacia localizada dentro do próprio estádio.

Veja abaixo a entrevista:

 

Dibradoras: Nas redes sociais, a resposta do Bahia foi rápida, prometeu mudanças e disse que a gente poderia cobrar. Quais mudanças serão essas?

Bellintani: Primeiro, gostaria de dizer que é muito bom ouvir a torcedora, porque se ela fala é porque ela sabe que vai ser ouvida. Isso é uma coisa importante. E a gente reage imediatamente e fala que no Bahia tem espaço para que as mulheres falem e sejam ouvidas.

De uma forma mais objetiva, a gente já se organizou para ampliar a ronda Maria da Penha, e vamos nos empenhar na divulgação disso, também. A gente acha que tem esse dever de casa para fazer. Se os homens estão assediando dentro do estádio ainda é porque eles se sentem a vontade para isso. A gente tem o dever de mostrar um rigor maior, um risco de punição maior e é isso que a gente vai fazer. E para isso passamos pela ampliação da ronda Maria da Penha dentro da Fonte Nova, em número de policiais, mesmo, e também da divulgação.

Dibradoras: E como será essa divulgação?

Bellintani: Estamos estudando uma atuação mais forte nos canais de denúncia, inclusive através do aplicativo do Bahia, por exemplo, já surgiu essa pauta. Vai demorar algum tempo para instalar, mas nós vamos fazer isso. Vamos seguir com publicações educativas nas redes sociais do clube, também.

Dibradoras: Maria Ribeiro foi questionada sobre o por quê de não querer denunciar o agressor. Ela disse que se sentiu coibida porque só tinha policiais homens perto de onde ela estava. Ou seja, o problema nem foi a falta do policiamento, mas a empatia, já que ela não se sentiu acolhida ou confortável para prosseguir com a denúncia.

Bellintani: Isso também está na pauta que a gente discutiu hoje. É a gente ter em cada setor do estádio pelo menos um agrupamento de policiais mulheres para que a gente possa anunciar onde eles estão. Só isso já vai ajudar a colocar os homens no seu devido lugar, digamos assim, mas eu acho que a gente precisa fazer isso. É que cada setor do estádio tenha um efetivo de policiais mulheres para que as torcedoras se sintam mais à vontade para falar.

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