Segue a dieta de carne branca. Galinha, Baleia e Bacalhau. Bahia 3×0 Vasco

Desce uma Moqueca de Bacalhau na Copa do Brasil. Mesa 3.

O Bahia goleou o Vasco pela primeira partida do Tricolor na Copa do Brasil. Algumas reações foram bem interessantes. De um lado, a imprensa sulista chorando a derrota dos cariocas e pouco (ou nada) falando de quem venceu. Do outro, torcedores vascaínos muitas vezes comemorando por não ter perdido de mais. Mas aqui a gente só fala de quem venceu. Quem quiser saber sobre a crise do Vasco, liga a tv.

Saímos pra Fonte com aquela confiança de que “hoje vai”. O time Tricolor vivia uma seca de gols absurda e nada como um grande triunfo contra um grande adversário, na estreia da Copa do Brasil, para levantar o moral da equipe. Porém o grande triunfo veio, mas o grande adversário, não.

Bahia engoliu o Vasco. E não somente pelos gols feitos, mas também nas chances de gols perdidas. Foram inúmeras. ElberEltonZé RafaelJoão PedroEdigar JunioVinicius, todos eles perderam chances claras. Foram 28 finalizações, 8 no gol, mas somente 3 entraram.

Tricolor, desde o início, empurrou o adversário pra dentro da área deles. Com muita velocidade chegava fácil na linha de fundo, mas errava o famoso “último passe”. Principalmente pela direita, com uma partidaça de João Pedro e Elber. E a jogada que abriu o placar saiu por ali. João Pedromostrou porque veio pra ser titular (e não apenas uma sombra pra Nino). Cortou pra dentro, duas vezes, mas errou no chute. Sorte que a sobra caiu no pé de Zé Rafael. E ali, na entrada da área, ele voltou a fazer gol e mandar a “ziquizira” pra casa da porra! 1×0.

Depois, numa cobrança de falta perfeita do Vinicius, também pela direita do ataque, Edigar Juniofez o gol que deu a ele o título simbólico de Maior Goleador da Arena Fonte Nova. Serve pra porra nenhuma, esse título, mas ao menos ele voltou a marcar depois do jejum. 2×0, com a bola ainda batendo na mão do arqueiro uruguaio.

Bahia fazia, naquele momento, uma partida praticamente perfeita. A mesma pressão que fez contra Santos e Atlético Paranaense, com a diferença de que dessa vez, a bola entrou (lá ele). Com os gols vieram a tranquilidade e os aplausos no fim primeiro tempo.

A expectativa do bom início no segundo tempo, como o Bahia vem fazendo quase todo jogo, viria a se confirmar. Elber teve uma chance claríssima dentro da pequena área, dando um drible fantástico no zagueiro e dando uma porrada pro gol, mas o goleiro salvou no reflexo. O time continuou pressionando e forçou os erros do adversário. Numa dessas pressões Zé Rafael rouba a bola, vai na frente e toca pra trás. Vinicius pega de fora da área e faz um golaço pra fechar o caixão dos cariocas. 3×0, fora o baile. Aí foi só comemorar.

Bora Baêa Minha Porra!

Que o Bahia de hoje seja o Bahia do resto do ano. E não aquele time ridículo e covarde que só jogou 20 minutos em Hellcife.

Tricolor foi tão bem que não teve um jogador sequer pra gente apontar como pior em campo. Goleiro quase não trabalhou. Zaga sem sustos.  Volantes precisos. Meias e atacantes bem demais. Além disso, os 2 jogadores que mais salvaram no time deles, foi o goleiro e o zagueiro Paulão que salvou pelo menos 3 bolas que já iriam em direção ao gol e ainda assim, a torcida dos caras meteram o pau no zagueirão.

Melhor em campo? Faz assim: pega João PedroLucas Fonseca, Vinicius e Zé Rafael, coloca num sorteio. Quem sair, ganhou com bem.

Por Erick Cerqueira
Foto: Felipe Oliveira – EC Bahia

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