Marcelo Sant’Ana deixará o Bahia com a mesma estatura que encontrou

"Felizmente, Bahia sobreviveu ao amadorismo de Marcelo Sant'Ana..."

O presidente Marcelo Sant’Ana deixará o Bahia com a mesma estatura que encontrou. Fico aliviado por ele não ter reduzido aquela estatura, porque os vexames dele nas competições nacionais eram espetaculares e o Bahia caminhava acelerado, neste ano, para a Série B, não fossem as circunstâncias terem obrigado o próprio a fugir de sua “filosofia” com a contratação de Carpegiani, um técnico cujo perfil era desprezado por Sant’Ana e seus devotos, por não se encaixar no “futebol moderno”.

Escrevi aqui, quando da saída de Jorginho: “Tomara que tragam uma “puta velha” com serviços prestados ao futebol e assim reconhecido pelos JOGADORES, ou seja, reconhecido pelos JOGADORES como alguém que já mostrou, por anos consecutivos, conhecer do “riscado”. Tomara que não tragam nenhum “estudioso” que um dia despontará no futebol brasileiro, que não tragam nenhum “talento em potencial”, mas Marcelo Sant’Ana preferiu efetivar Preto Casagrande.

Por uma dessas ironias, depois do desastre anunciado Casagrande, o refugo posto à disposição do amador Marcelo Sant’Ana era Paulo César Carpegiani. Apostei na contratação apoiando-me na experiência de Alexi Portela (escrevi isso aqui: “Claro, só poderia vir o refugo, mas isso não significa que ele não tenha qualidade”.

Vou apostar na avaliação dele feita por Alexi Portela, que, no auge da encrenca no Vitória, declarou que, se ele fosse o presidente, contrataria Carpegiani, porque este saberia “tirar leite de pedra” (ele elogiou também Mancini, mas disse que, pela situação do Vitória na competição, ele preferia Carpegiani). Levo em conta a avaliação de Portela porque ele é insuspeito neste caso: quando da última passagem de Carpegiani no Vitória, a saída dele foi marcada por palavras duras com relação a Portela, este, entretanto, não hesitou agora em apontá-lo como o profissional de que o Vitória necessitava. Tomara que o diagnóstico de Portela esteja correto e Carpegiani possa corrigir o amadorismo reinante no Bahia.”.

O Bahia sobreviveu ao amadorismo de Marcelo Sant’Ana. O Esporte Clube Bahia é feito de material muito resistente: PAIXÃO E VONTADE.

Dinensen, torcedor do Bahia e amigo do Futebol Bahiano.

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