Se sua estrela não existe, não queira ofuscar a NOSSA!

Fala Nação Tricolor. Esses dias fiquei assustado com dois textos publicados nesse blog. Confesso que quase aceitei que a matemática e a história estavam erradas. Cheguei perto de acreditar que 46 é menor que 27 e 2 estrelas brilham menos que nenhuma, tamanha a habilidade em estrangular os números da história do futebol baiano, dos amigos do blog. Mas vamos pensar um pouco, e enxergar os números e a história com a visão de quem sabe o que é ver seu time ser Campeão Brasileiro e ter a noção da importância dessa conquista.

Comecemos pela história, tão pouco respeitada nos textos passados, e pelos títulos e conquistas nacionais e internacionais. O Bahia é o único clube acima de Minas Gerais, com dois títulos Brasileiros, legítimos. Torcedores rivais tentaram, por anos a fio, desmerecer a Taça Brasil, aí a CBF resolveu pelo óbvio e unificou os títulos nacionais. Fim da falácia sobre “não era Brasileiro, era Taça Brasil”. O time do Bahia foi o PRIMEIRO CLUBE DO BRASIL a disputar uma LIBERTADORES DA AMÉRICA. Está na história. Muitos anos depois, vencemos mais uma vez o Campeonato Brasileiro. Sim, vencemos. E sem essa de “ah, mas do lado de lá tinha Neymar”, “Ah, mas aquele Palmeiras de 93 era um timaço.” Não, irmão. Vencemos o Santos de Pelé, em 59. Vencemos um campeonato sobre o Inter de Taffarel, o Flamengo de Zico e Bebeto, o Flu de Andrade, São Paulo de Pita, Santos de Sócrates… o Inter é que teve de chorar com o famoso “ah, mas perdemos pro Bahia de Bobô, Paulo Rodrigues, Charles e Zé Carlos”

Aí me vem uma criatura, que não tem noção do que é ser CAMPEÃO BRASILEIRO DE FUTEBOL, pra desqualificar a Segunda Estrela chamando-a de maldita. É uma blasfêmia. Soou como uma inveja e de um rancor absurdo. Para justificar tamanho despeito vem falar de Campeonatos Baianos conquistados pelo time dele após o TÍTULO NACIONAL MAIS IMPORTANTE DO NORTE-NORDESTE. Só rindo.

O problema é que o Bahia caiu demais. Aliás, despencou. E tudo aconteceu por diversos fatores. O Bahia perdeu o presidente Paulo Maracajá em 1994 e depois disso o que veio foi só problema. Não que Maracajá fosse uma sumidade em gestão esportiva, não era isso. Mas era um homem de futebol e tinha força junto as entidades esportivas. Depois desse senhor vieram presidentes como Pernet, Pithon, Marcelo Guimarães, Petrônio Barradas e MGF. Esses senhores conseguiram jogar na lama toda a história do Bahia e foram protagonistas da década de lixo da história do clube. Única década onde o rival foi superior, de verdade, ao Bahia, 2001-2010. O time de Canabrava aproveitou a bagunça Tricolor e venceu 8 dos 10 títulos. O período ainda teve o triste episódio dos times baianos amargurando a Série C, queda da Fonte Nova, vixe. Nem é bom lembrar.

O certo é que nesse período pós-título nacional do Bahia, o rival conseguiu nacionalmente seus mais marcantes feitos:

  1. Vice-Campeão da Série B, em 1992
  2. Vice Campeão da Série A, em 1993
  3. Vice Campeão da Série C, em 2006
  4. Vice Campeão da Copa do Brasil, em 2010
  5. Vice Campeão do Universo (Basquete, 2016)
  6. Além, é claro, do único Penta da história do Clube. O time foi rebaixado 5 vezes nesse período (1991, 2004, 2005, 2010 e 2014).

Porém, com o fim da década passada, as coisas começaram a melhorar, ainda na gestão MGF. Voltamos a Série A, passamos 4 anos seguidos nela, vencemos 3 dos 6 títulos baianos dessa década e só não vencemos o ano passado pelas “falhas” absurdas de arbitragem, que fizeram até os Vices parar de falar de livro de Osório, com vergonha. Ou seja, após empatar em títulos na década de 90, tomar uma surra na de 2000, já voltamos a superar o rival nessa década e vamos decidir mais um título nos próximos finais de semana. Sem contar com a arrumação de casa que vem sendo feita no clube, nas áreas administrativa, financeira, estrutural, de futebol, sócio-Torcedor…

Mas se o objetivo dos “estatísticos” eram estrangular os números até que eles dissessem que 46 é menos importante que 27, só porque no corte de 20 anos eles ganharam mais BAIANOS que o Bahia, a gente entende e entra na brincadeira: a Seleção Brasileira é menor que a Espanha, pois desde a 5ª Estrela Maldita, a Espanha foi Campeã e o Brasil, não. A Argentina de Maradona não deve comemorar o título de 86, porque depois eles só foram 2 vezes Vice. O São Paulo, com seus 3 títulos de Libertadores, é menor que o Atlético Nacional-COL, com seus 2, porque desde 2005 o time paulista não vence a Liberta e os colombianos venceram ano passado.

Então, senhores Sem Estrela, um recado: respeitem o valor daquilo que vocês não possuem, porque vocês não têm como entender a importância do que não conhecem. Se querem fazer malabarismos e cortes estatísticos para se satisfazerem na sua pequenez nacional, cujas maiores conquistas foram um vice na Copa do Brasil e outro no Brasileiro de 93, tudo bem. Mas falar de Estrela, de Título Nacional, deixem isso para quem entende da coisa. Contentem-se com os Baianos, e só. Enquanto nós continuaremos a cantar que: 59 é Nosso, 88 também. Não somos a Turma do Lixo, que nunca ganhou de ninguém!

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