Ex-dirigente aponta equívocos da atual diretoria do Bahia

"Bahia, já há algum tempo, mudou um pouco a sua política de contratação"

Ex-dirigente do Esporte Clube Bahia, passando por diversas funções (Coordenador da comissão de Ética no período 2013/2014, vice-presidente na gestão de Marcelo Sant’Ana (2014 a 2017) e diretor executivo (de 2018 até março de 2020 já com Bellintani), Pedro Henriques hoje está apenas como torcedor e de vez em quando comenta sobre assuntos relacionados ao Esquadrão. Em entrevista ao programa BN na Bola, da rádio Salvador FM 92.3, ele apontou alguns equívocos da atual gestão, o principal deles a mudança na política de contratação, deixando de apostar em jovens atletas para investir em jogadores mais rodados, com idade avançada, casos de Fernandão, Rodriguinho, Anderson Martins, Elias, Guerra, entre outros.

 

“Na minha concepção, o Bahia, já há algum tempo, mudou um pouco a sua política de contratação e montagem de elenco. Passou a buscar jogadores de maior renome e mais qualificados no cenário do futebol. A gente trouxe Fernandão, Guerra, Guilherme… Acho que houve uma mudança nessa linha de contratações e que foi uma tentativa de evoluir. No futebol, o Bahia foi muito bem em 2018 e isso fez com que a diretoria pensasse em alçar voos maiores. E eles acharam que a forma de fazer isso era contratar esse tipo de jogador, o que me parece que foi um equívoco”.

“O Bahia fez muitos investimentos ousados que atletas que trazem um risco grande caso eles não performem e acho que, muitos desses atletas que vieram, não performaram. A diretoria demorou de perceber essa realidade, porque estava convicta de que tinha feito bons investimentos, atletas com valores expressivos de salários. Quanto você tem essa realidade e demora de mudar, se coloca uma situação difícil”, ressaltou Pedro Henriques.

Henriques também falou sobre a demora do Bahia em demitir o técnico Roger Machado. “O Roger, por exemplo, ficou por muito tempo. Apesar de ser um cara sério, trabalhador, bom, não estava mais funcionando. O declínio técnico foi claro no segundo turno do Brasileiro de 2019, mas ele permaneceu e, quando o veio o Mano, o Bahia manteve o erro de seguir com o mesmo elenco. Não tirou os jogadores que estavam e aí trouxe Elias, seguindo esse perfil de jogadores consagrados, Anderson Martins, Índio Ramírez, e esse último foi o único dessa leva que deu um rendimento interessante”.

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