Sono, suor e lágrimas. Mas brocamos – por Erick Cerqueira

Bahia passa Coritiba e o próprio Botafogo, engatou o segundo triunfo seguido

No texto passado falei da Torcida do Bahia que parece preferir um gol nos últimos minutos, pra falar da Estrela do Bahia, da mística Tricolor que aparece nos minutos finais, do que colocar 4×0 na primeira etapa e administrar o resultado. Bem, hoje, deve tá todo mundo feliz…

 

Quando saiu a escalação do Bahia a galera começou a falar sobre a ausência de Gilberto. Imaginei que ele teria sido poupado no primeiro tempo para jogar somente a segunda etapa, porque jogou na quinta, estava desgastado e tal. Depois o próprio Mano confirmou isso, dizendo que ele saiu sentindo a coxa e não teve tempo de recuperar. Mas não entendi porque improvisar Fessin, pra colocar Rossi, se poderia só trocar Gilberto por Saldanha? Mas vamos ao jogo.

Foi um primeiro tempo sem graça. Chutes fracos, chutes pra fora e muitos cruzamentos errados. Só o Bahia erro 9 cruzamentos dos 11 que fez.

Eis que aos 12 minutos, acontece um lance que vale chamar a atenção. O lateral esquerdo dos caras, Guilherme Santos, aquele que passou por aqui, sai de campo machucado. Ele já tinha chegado na linha de fundo 3 vezes, levado perigo em duas dessas oportunidades e segurava Nino na zaga, até então. Saiu e seu substituto não incomodou. 

Nino vai na linha de fundo e criuza pra Élber finaliza de forma bizonha. Em cruzamento ela esquerda Lucas Fonseca acerta uma bela cabeçada, mas o goleiro afasta. Aí veio um lace capital. 

Em contra-ataque rápido, Nino dispara pela lateral e toca de forma precisa pra Fessim, que chuta em cima da zaga, a bola sobe, ele disputa e cabeceia pra baixo. O goleiro do Botafogo engole um peru gigantesco, mas o VAR manda pra revisão. Uma falta, lá no começo do lance, de Nino Paraíba, e o árbitro invalida o gol. Nas redes, lembraram de um lance do Corinthians contra o Vasco, onde uma falta no começo da jogada, não anulou o gol (veja aqui). Mas como realmente houve a falta (Nino deu uma rasteira bonita, inclusive), nem questionei.

Veio o segundo tempo e ficou aquela expectativa de que: agora vai!

O jogo melhora um pouco. Bahia começa a aparecer com mais intensidade e ainda que errando o alvo, chuta algumas vezes pro gol. Então tá na hora de colocar quem sabe chutar. Entra o vice-artilheiro do Bahia na competição, Rodriguinho e o artilheiro, Gilberto. Aí a coisa melhora. 

Botafogo reclama um pênalti em cima de Bruno Nazário, mas o juiz diz que foi ele quem se jogou em Lucas. 

Capixaba invade a área, toma uma pernada, fora da área, o juiz não marca (esperando o VAR) e segue o lance. Como o VAR não marca FALTA, só interfere em pênalti, segue o jogo e nós ficamos  sem a falta.

Gilberto quase acerta o gol. Com o Bahia passando a propor o jogo, o contra-ataque fica pros visitantes. Que chegaram de cara com Douglas, que salvou o Tricolor de sofrer o primeiro gol numa defesa arrojada. 

 O juiz dá 5 minutos e o “agora vai” começa a tomar conta do Torcedor do Bahia. E foi.

Gilberto chuta de fora da área, a bola ia em direção ao gol, acerta a mão do jogador do Botafogo. O juiz marca Pênalti aos 50 minutos e a mizéra do VAR chama pra conferir porque antes da mão, resvalou na coxa. O juiz vai ver, pra desespero geral da Nação, mas entende que foi pênalti. 

Após 4 minutos de vai-não-vai, a gente fica preocupado com a concentração de Rodriguinho. O cara bateu com uma calma, bicho, que parecia que tava jogando bola com o filho, dentro de casa. 1×0. Fim de papo. Brocamos! 

BORA BAÊA MINHA PORRA!

E ninguém cala, esse chororô. Chora o presidente, chora o Felipe Neto, chora o torcedor…

Bahia passa Coritiba e o próprio Botafogo, engatou o segundo triunfo seguido em 3 dias e ainda tem um jogo a menos, que será cumprido na quarta. 

Agora vocês me digam: é melhor gol no final ou 4×0 no primeiro tempo e administrar o resultado no segundo?

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