“É injusto e covarde ligar as ações afirmativas ao resultado do futebol”

"Essas lutas não deveriam ser temas da esquerda, mas de todos"

Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Não podemos negar que o presidente Guilherme Bellintani faz uma boa administração no Esporte Clube Bahia, principalmente no tocante ao equilíbrio financeiro, sendo que este ano foi complicadíssimo por conta da pandemia do coronavírus que reduziu as receitas dos clubes. No entanto, dentro das quatro linhas, está devendo no quesito futebol, algo que ele poderá resolver nos próximos três anos, caso seja reeleito no dia 12 de dezembro. O Bahia, apesar do tricampeonato baiano, acumulou decepções com duas perdas da Copa do Nordeste (2018 e 2020), eliminações na primeira fase da Sul-Americana (2019) e Copa do Brasil (2020), além do péssimo segundo turno na Série A do ano passado, terminando abaixo da equipes com orçamento bem menor.

 

“No geral, o futebol evoluiu. Saímos de 21º no ranking da CBF para 10º. A grande questão é que quando se toma como parâmetro as grandes evoluções no clube como um todo, o futebol poderia ter rendido mais. A gente tem falhas que fizeram com que o resultado do futebol não acompanhassem a evolução do clube fora de campo. Somos um pouco vítimas do sucesso que a gente estabeleceu, não só por mim, mas todo processo de condução”, disse Guilherme Bellintani, em entrevista ao Segue o BAba.

A gestão de Bellintani também é marcada pelo fortalecimento das ações afirmativas no Esporte Clube Bahia, sendo inclusive, apontado pelo jornal The Guardian em 2019 como o clube mais progressista do Brasil. O mandatário também foi criticado por essas ações, principalmente em momentos de crise da equipe. Ele afirmou que essas lutas deveriam ser temas de todos e frisou que é injusto e covarde ligar isso ao resultado no futebol.

“Essas lutas não deveriam ser temas da esquerda, mas de todos. Dentro do clube há pessoas que votam na esquerda ou direita. O grande problema é que o país está tão polarizado, vira uma coisa complicada. Mas isso não deve nos assustar. O Bahia não vai se afastar disso. Acho injusto e covarde as pessoas ligarem isso ao resultado do futebol. Eu evito colocar a responsabilidade em uma única pessoa. O mesmo Diego Cerri que poderia ser campeão da Copa Sul-Americana em 2018, hoje é muito criticado pela torcida. Ele tem responsabilidade, eu tenho responsabilidade, todos temos”

 

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5 Comentário

  1. Gostaria só que houvesse a mesma preocupação que tem com as causas esquerdistas com o futebol. SE HOUVESSE equilíbrio talvez estaríamos melhores colocados no campeonato, não perderíamos a copa do Nordeste da forma que perdemos muito menos sairíamos da copa do Brasil como saímos. Mais futebol e menos política no clube.

  2. O problema mora exatamente ai, meu presidente, esquerda nao defende temas ou ideais, a esquerda defende intersses proprios e “usa temas justos” como pano de fundo, distorcendo os fatos e as “ideias” em beneficios aos seus interesses politicos, desculpa, senhor presidente, mas, vossa excelencia nao e ingenuo ao ponto de se deixar enganar.

  3. Polarização resulta da ausência da Politização e Partidarismo das questões universais, que clubes de futebol deveriam defender, pois sem essas ações afirmativas, atletas, comissões técnicas e torcedores, passam acreditar não pertence destas realidade social!

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