Com uma gestão organizada, Bahia segue numa direção de sucesso

gestão de Guilherme Bellintani recebe elogios pela administração

Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Depois de um tempinho, volto a escrever para o site Futebol Bahiano, tentando pontuar algumas observações que me vieram à cabeça sobre o EC BAHIA, que tem a duras penas, passado por esse período de Pandemia com a decência de uma gestão organizada e que não esmorece ante as dificuldades. Com um marketing ativo e procurando soluções para manter o clube com saúde financeira e honrar seus compromissos. Nesse interim, tenho observado que, as avaliações cada vez mais positivas por parte dos veículos da imprensa especializada sobre gestão, só reforçam a ideia que o clube segue numa direção de sucesso. O especialista Rodrigo Capelo publicou uma análise financeira com base em 2019 e elogiou o crescimento financeiro do clube. Para Capelo, a gestão de Guilherme Bellintani recebe elogios pela administração fora das quatro linhas, mas ainda é pressionada pela ausência de resultados expressivos no gramado. Por exemplo, a falta de uma conquista de título relevante ou uma classificação a Libertadores.

 

Contudo, tenho observado que a politica de comprar jogadores, iniciada na gestão Marcelo Sant’Ana, foi acertada e vejo que a contratação de Carlos Amadeu para o Sub-20 foi outro acerto para criar ativos a partir da base, afinal, ainda que o time de transição tenha dado bons frutos é necessário, começar a focar na divisão de base.

O investimento na divisão de base é necessário, pois o cenário da atualidade tem mostrado que a salvação de alguns clubes, que se encontra em dificuldades financeiras é a negociação de jovens talentos. A relação é inversamente proporcional, afinal, quanto menos idade mais valiosa aos cofres do clube. Clubes como São Paulo, Fluminense, Grêmio, Athletico-PR, Cruzeiro, tem se “salvado” com a venda desses atletas por cifras vultosas.

No caso do Bahia, aparentemente o que irá aliviar os cofres do clube será a venda de Eric Ramires ao Basel, afinal, o clube detém 100% dos direitos econômicos do jogador. Atleta que demonstrou qualidade em campo e tornou possível essa futura venda, afinal, se não tivesse qualidade ninguém o queria, ainda arrisco afirmar, que se o Bahia mantiver uma porcentagem e ele for bem jogando na Europa, o clube vai faturar muito mais quando for vendido lá por aquelas bandas.

O fortalecimento da base depende dos resultados do clube profissional e como disse o analista Rodrigo Capelo, já estamos ajustados administrativamente o que falta são os resultados esportivos e ambição de ir mais longe a cada competição que o clube disputar.

Nesse momento de crise, o foco deve ser a equipe principal sim, aliás, restou demonstrado a importância de um título de expressão para reafirmação do clube e agregar valor ao clube e a sua base logo será valorizado e poderá ser aplicada uma estratégia semelhante a do Athletico-PR, que além de valorizar seus atletas de base, que depois de títulos como o da Sul-Americana (com aquele roubo inesquecível) e a Copa do Brasil, recheou seus cofres com a venda de jogadores e agora no momento de crise tem comprado joias de outros clubes a “preço” de banana, para revender bem mais caro posteriormente, como foi o caso de Róbson Bambu, por exemplo.

Nesse momento de iminente retorno aos treinos a hora é torcer para que esse desempenho esportivo se fortaleça e que a nossa divisão de base comece a se fortalecer a partir do ano que vem e que perdure. Que o profissional avance para que a base seja cada vez mais desejada e que possa render frutos esportivos e financeiros e em breve estarmos no Top-5 do Brasil e cada vez mais presente nas copas continentais.

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol.

 

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