Bellintani não defende, mas admite chance do Nordestão com sede única

"É uma hipótese. Não estou defendendo isso e dizendo que é o mais provável"

No último mês, a Liga do Nordeste cogitou a realização da Copa do Nordeste em 10 dias e com sede única (em Recife-PE) após a retomada, porém, a CBF antes mesmo de receber a proposta, descartou internamente. O entendimento é que a proposta gera quebra de regulamento e aumento de poder técnico dos clubes anfitriões, mesmo com portões fechados, já que os atletas das equipes estão ambientados aos campos e ao clima da cidade. Em entrevista ao Podcast 45 minutos, o presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, afirmou que não defende a ideia, mas admite que o torneio disputado em uma única cidade será uma das hipóteses discutidas nos próximos dias.

 

“Trazendo para a realidade do Nordeste, daqui a pouco a gente vai estar conseguindo discutir se a Copa do Nordeste permanecerá regionalizada nas suas partidas ou se juntaremos todo mundo numa única cidade com três ou quatro campos e fazer as disputas. É uma hipótese. Não estou defendendo isso e dizendo que é o mais provável. Já foi dita de forma isolada por Eduardo [Rocha, presidente da Liga do Nordeste], mas sem discussão muito grande com os clubes. É uma hipótese que temos que considerar. Não é o que eu defendo ainda, mas começo de junho vamos ter que começar a debater essa pauta. Só vai ter clima para qualquer campeonato quando as regiões envolvidas tiverem uma situação minimamente razoável. O problema de um é problema de todos”, disse.

Sobre o retorno do futebol, Bellintani frisou que só será retomado quando tiver uma situação de estabilidade.

“O campeonato só vai voltar quando o país tiver uma situação de estabilidade em grande parte das suas regiões. Vejo o Ceará, por exemplo, que está conseguindo aos poucos e acabou com uma curva tão acentuada como estava tendo, mas ainda está longe de começar a descer ou até estabilizar o número de casos. São Paulo e Rio é a mesma coisa. Eu não vejo como razoável, o país voltar o campeonato nacional, num país com a dimensão do Brasil, com eixos de focos específicos muito intensos, porque primeiro a situação é de saúde pública mesmo. Se começar a deslocar jogador do Ceará para jogar em São Paulo ou no Rio ou em Salvador. Como é que vamos jogar uma partida da Copa do Nordeste no Ceará se lá a pandemia ainda está em alta? Então, acho que enquanto não tiver uma situação de estabilização em grande parte das regiões do país não tem como falar em retorno. Mas acho natural entender que cada região tem suas circunstâncias”, explicou. 

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