‘Farei o possível e impossível para honrar meu compromisso com o Bahia’

"Ser Bahêa é um estado de Bahia!"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Estou no meu lar, mas o meu lá é em outro lugar. Mesmo pensando como o filósofo Gil: “o melhor lugar do mundo é aqui e agora”, Gurupi. Sou um migrante forçado, sempre que tentei ficar na Bahia, a Bahia me mandou correr mundo… Contudo meu mundo é a Bahia. E a Bahia é o Bahia. Um dia desse vi por aqui no blog esportivo mais democrático do Brasil. Prova disso que você ler o que escrevo, e eu leio o que você escreve ou poderá escrever. Li um artigo que fez uma incursão à história de glória e agonia, do recente passado do Bahêa e o porvir.  Intitulado: Presidentes do Bahia: Do velho e sagaz Osório ao jovem, dinâmico e sensato Bellintani. Eis o artigo escrito por José Antônio Reis: https://futebolbahiano.org/2020/04/presidentes-do-bahia-do-velho-e-sagaz-osorio-ao-jovem-dinamico-e-sensato-bellintani.html.

 

Escrito com azeite de dendê, leite de cor e moqueca de letrinhas pequenas mais grandiosas quando expressas pela mente e o coração. Vale a pena lê-lo. Fez-me lembrar meus bons tempos que não voltam mais, penso que temos os mesmos tempos de idade. Poucos sabem o que é ser Bahia, fora da Bahia, só vivendo a experiência, para saber, lá fora, somos muito mais Bahêa que na Bahia.

Por isso disse que o Bahia é a Bahia, e algo muito mais que homônimo perfeito, embora estejamos a distingui-los com outra grafia: Bahêa! Quando vejo o meu Bahêa, jogar seja pela TV ou in loco, no meu caso no estado do Goiás, vejo-o, não só o meu time do coração, mas a minha terra, é obvio que o torcedor do Vitória pode ver assim também, mas não é a mesma coisa, só nas três cores já nos identificamos, sem falar no escudo que traz a bandeira da Bahia.

Sim, somos o time mais baiano da Bahia, não só na grandeza da torcida, no hino mais bonito dos hinos, só perde para mim para o Ode ao 2 de julho, e em entre os hinos dos ouros clubes é sem sombras de dúvidas o mais belo. Ser Bahêa é um estado de Bahia!

Consciente disso, como sócio-torcedor, atravessando a crise que aí está, apesar de ser funcionário público, a coisa não tá nada boa! Apesar de ter o meu certinho, poderá haver incertezas, do me faz ri e chorar todo mês, (Deus me livre), porém com certeza farei o possível e impossível para honrar meu compromisso com a grandeza do Bahia. Não peço o mesmo a ninguém, pois “cada um sabe onde o seu calo aperta”.

Não sabemos quando virá a solução, a vacina, e até quando durará a nossa prisão domiciliar, mas já que é para o meu próprio bem e de todos, fiquemos em casa, quem sabe antes do verão, tenhamos nosso habeas corpus coletivo, que é bem melhor que covas coletivas, né mesmo?

Daí resolvi contribuir de alguma forma para o tempo passar sem perdemos tempo, mais do que nunca ler, as notícias por aqui e demais mídia é muito e “ muito é muito pouco, muito” como diria Caetano. A passar os dias que seguem na incerteza quando virá o amanhecer do povo nas ruas, a cantar, labutar, chorar, amar, gritar BBMP! A única certeza que temos é que virá quando depende de todos nós e de Deus.

Portanto sou grato aos colaboradores amigos do blog, por me proporcionar essa viagem as lembranças e notícias do futebol da nossa Boa Terra! Sei que não estou à altura dos leitores assíduos que pululam no blog, tampouco aos dos escreventes daqui. Mas como ficar em casa sem fazer nada a culpa é da COVID-9.

No sábado (25/04), revir um dos jogos mais importantes do nosso Tricolor de Aço. Fiquei retado, o Sportv, restringiu a transmissão só para o Estado da Bahia, que santa ignorância, mais bairrista do que burra, é claro que eles sabem que aqui em (Tocantins) ou em qualquer lugar do mundo, tem um Bahêa pelo mundo.

Contentei-me, vendo-o pelo YouTube, que golaço de solidariedade do marketing Tricolor, marcou dois golaços em um único gol. Solidariedade e saudade, são rimas pobres, para quem, graças a Deus, não se encontra na mesma situação, a empatia deve ser obrigatória no coração humano. Mas para quem está a precisar e uma bênção! Parabéns Bahêa!

Quanto a saudade, o que eu posso dizer dela, que já não foi dito, por alguém muito mais qualificado que eu… Dizer que ela “é como entrar no quarto do filho que morreu”. Chico Buarque já disse, ou de qualquer outro parente ou pessoa que tanto amamos e morreu. Saudade é saber que vivi bons e maus momentos a lembrar-me que amanhã sempre será um novo dia. Fora pandemia e fiquemos em casa por mais alguns dias. Desse modo deixo um convite, escrevam ao menos para dizer que nada disse, exceto que o Bahêa é a Bahia e ponto final. BBMP!

Lázaro Sampaio, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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