Nacional 1 x 3 Bahia: “O ano só começa quando o Carnaval termina”

Esquadrão venceu, convenceu e passou de fase na Sul-Americana

O Esporte Clube Bahia passou por alguns vexames no final do ano passado*, os quais, deixaram à Nação Tricolor preocupada com à sequência de jogos e competições que o time vem disputando ou ainda vai disputar ao longo da temporada. A pressão só veio baixar, um pouco, no jogo de estreia  do time na Copa Sul-Americana, ainda no final ano passado*, bem antes do Carnaval no jogo de ida, o qual, considerei como a “primeira batalha” vencida durante às “Guerra do Paraguai”, quando o Bahia espancou o Club Nacional em plena Arena Fonte Nova metendo 3×0, fazendo um bom jogo, praticando um futebol objetivo e pragmático, o que lhe garantiu uma excelente vantagem no jogo de volta, não só pelo fato de ter aberto três gols de vantagem mas, também, pelo fator de não ter levado gols dentro dos seus domínios, ponto crucial e relevante no regulamento da competição, situação que acabou dificultando, ainda mais, a chance do adversário reverter à situação, mesmo atuando como mandante e com o apoio do seu torcedor.

 

Naquela oportunidade, se tornava imperativa e obrigatória uma resposta rápida e positiva do Bahêa ao seu torcedor e essa resposta foi dada com goleada, mas, como faltava duas semanas para o carnaval propriamente dito, para o torcedor tricolor, àquela partida serviu de pontapé inicial para festa momesca, pois, já na semana subseqüente, começavam os agitos pré-carnavalescos da nossa maior festa popular, iniciada com o Fuzuê,  Furdunço e o Pipoco, para em seguida, vir à abertura oficial do carnaval que se desenvolveu em seus tradicionais circuitos por seis dias ininterruptos, rolando até à quarta-feira de cinzas, dia que é marcado pelos seus famigerados e famosos arrastões, respectivamente, os criminosos dos furtos e roubos, realizados pelos “carregadores” de celular e outros objetos e, aqueles essencialmente festivos, feitos por pessoas pertencentes e pertinentes à folia, representadas por cantores e integrantes de trios elétricos independentes que a cada ano, se multiplicam em profusão e, já em plena ressaca do carnaval, que acontece no dia mais cinzento do ano que é, com toda redundância,  à quarta-feira de cinzas, se despedem do espetáculo ou, no popular, fazem uma “saideira” da maior festa do Brasil.

O fato foi que, após tanta festa e folia momesca, começa* um novo ano com o Bahia virando à página e, simultaneamente, já se repaginando visando às três competições em disputa e mais o Brasileirão à disputar a partir do início de maio, tendo contratado como seu principal reforço para temporada, o badalado meia-atacante Rodriguinho, jogador que teve uma marcante passagem pelo Corinthians, foi uma interrogação no Pyramids do Egito e fez uma temporada discreta pelo Cruzeiro, integrando o elenco que pôs um ponto final no ineditismo da “Raposa” de jamais, ter sido rebaixado à Segundona do futebol brasileiro, mas, como se trata de um profissional qualificado e que tem um nome à zelar, tanto no mercado da bola, como no cenário nacional do futebol, os cartolas do Bahia apostaram todas às fichas no seu potencial futebolístico.

Entretanto, por não ter feito sua intertemporada no CT Mestre Evaristo de Macedo, imagino que o atleta ainda não reúna condições físicas de jogo para atuar em alto nível, estando ganhando cancha e confiança no grupo e só deve estrear no jogo contra o Confiança, na Arena Fonte Nova. Embora, particularmente, tenha minhas restrições a respeito de sua aquisição, torço fervorosamente, pelo seu protagonismo no time, desejando que o mesmo desembeste a fazer gols e dar assistências, para me dar o prazer de ver ou sentir, minha língua sendo “queimada” por uma nobre e profícua causa.

Quanto ao jogo em si, a priori, não tenho a menor dúvida que o torcedor rival está dizendo que o time paraguaio é uma mangaba, não quero nem saber, aliás, para mim não existe suco mais gostoso do que o de mangaba. Mas, considerando-se o formato da competição de “mata ou morre”, onde já foram jogados quase 190 minutos de futebol e no “primeiro tempo” o Bahia saiu na frente com um elástico placar de 3×0, mesmo com toda aquela vantagem, nem o bom senso e nem às aleatoriedades do futebol, recomendariam que o Bahia entrasse em campo recuado para ser pressionado o tempo todo, tomar sufoco do adversário, como aconteceu no jogo Atlético/MG x Union de Santa Fé.

No jogo de ida, o time argentino, jogando em casa, massacrou o Galo, vencendo por 3×0. Já na semana passada, o time argentino, achando que já estava classificado, resolveu entrar no Mineirão, com o “regulamento debaixo do braço”, retrancado e sem propor o jogo em nenhum momento. Levou um verdadeiro sufoco, o galo ciscou durante toda partida, mas, só conseguiu fazer 2×0, fazendo com que o Union se classificasse, jogando pela conta do chá.

Já o Bahia, jogando diante do Nacional com a mesma vantagem que o Union tinha diante do Galo,  não quis nem saber do desespero do adversário, entrou em campo jogando como fosse o mandante do jogo, abriu o placar logo aos três minutos de jogo, desestabilizando ainda mais o adversário, jogando com autoridade e com muita versatilidade no seu sistema ofensivo, fechando o primeiro tempo com o placar de 3×0. Com esse placar, a vantagem dobrou, o time não recuou, mas, acalmou mais o jogo, puxando o freio de mão, levando o jogo na manhã e na maciota e se a arbitragem não tivesse arranjado um golzinho para o time local, o Bahia tinha repetido à dose do jogo de ida, 3×0.

Com mais esse placar, o Bahia venceu às duas “batalhas” e, conseqüentemente, a “Guerra do Paraguai”, assegurando uma classificação à próxima fase de uma competição importante e rentável, iniciando esse novo ano, com muito axé. Vale salientar que dos seis representantes do futebol brasileiro na competição, três já foram eliminados: Fluminense, Atlético/MG e Goiás. O Vasco e o Bahia já garantiram classificação à próxima fase, enquanto o Fortaleza decide sua sorte nessa Quinta-Feira na Arena Castelão, enfrentando o Independiente da Argentina que venceu por 1×0 o Leão do Pici no jogo de ida. O Esquadrão é o melhor time brasileiro da Sul-Americana.

E para que os prezados leitores não pensem que o carnaval me deixou pinel e/ou viajando na maionese, em função das quatro “estranhas” menções  cronológicas inseridas no contexto, há um mantra no Brasil e, principalmente, na Bahia que diz: “o ano só começa quando termina o carnaval”. E é fundamentado nessa máxima, que procuro explicar abaixo:

(*) – Hipoteticamente, me referir como se o ano de 2020 estivesse começando.

Assim sendo, dúvidas dirimidas. Feliz 2020!!
BBMP-BORA BAHÊA MINHA PIORRA!

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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