Roger fala sobre trabalho no Bahia, Jorge Jesus, Bielsa e Fernando Diniz

Treinador explicou o sucesso rápido no comando do Bahia

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Após ser demitido no Palmeiras em julho de 2018, o técnico Roger Machado ficou quase 10 meses sem comandar um time, neste tempo, recusou propostas de vários clubes do futebol brasileiro, porém, em abril deste ano, aceitou a proposta do Esporte Clube Bahia para assumir o lugar de Enderson Moreira após eliminação precoce na Copa do Nordeste. Em pouco tempo, Roger transformou o futebol do time tricolor, fazendo com que despachasse o São Paulo nas oitavas de final e chegasse nas quartas de final cotado para avançar às semifinais, mas eliminado pelo Grêmio e mesmo assim aplaudido pela torcida na Fonte Nova.

 

No Campeonato Brasileiro, faz uma campanha confortável, mesmo com a queda de rendimento nos primeiros jogos pós-Copa América. Com o treinador, o Esquadrão atuou em 23 partidas, conquistando 10 triunfos, empatando 7 vezes e perdendo 6. São 27 gols marcados e 19 sofridos. Em entrevista ao Blog do Mauro Cezar, no UOL, Roger Machado explicou o sucesso no Tricolor Baiano, lembrou de encontro com Marcelo Bielsa, revelou tentativa de aproximação com Jorge Jesus e disse ser fã do treinador Fernando Diniz, hoje no Fluminense. Além disso, elogiou a estrutura do Bahia e voltou a citar o trabalho que foi deixado por Enderson Moreira.

“Aproveitei muito da estrutura que o Enderson (Moreira, técnico anterior) deixou para mim. Pude prestar atenção em outros detalhes no ponto de vista tático e coletivo porque tinha uma base bem montada. A transformação que fiz no Bahia não foi tão profunda, temos mais semelhanças do que diferenças na formatação tática da equipe. Isso facilitou meu trabalho. O fato de haver uma troca de comando gera uma chance de um ambiente com auto-estima baixa, desconfiança… Mas encontrei clima saudável e de muita cooperação e competitividade. Há muita competição interna no grupo e isso eleva o nível dos treinos. Quando se consegue isso, é possível levar esse nível para o jogo. O que encontramos aqui foi muito positivo, o nível de consciência do momento que o clube está, pois trata-se do resgate de um clube grande, e a possibilidade de continuar e construir juntos um caminho.”

“Sou fã do (Fernando) Diniz mas confesso que não tenho a coragem que ele tem, para usar, inclusive, o goleiro nessa linha de passe, como mais um para girar a bola nessa forma circular. O adversário dificilmente colocará mais do que seis homens no seu campo, então você pode ter 11 contra esses seis, com a participação do goleiro. Vou citar o exemplo da expulsão do Gregori contra o Palmeiras. Não posso tirar a confiança do Lucas (Fonseca) de sair jogando, mas ao mesmo tempo tenho que cobrá-lo. Porque nesse tipo de passe em diagonal do centro, vindo da lateral do campo, se o jogador rouba a bola eu dificilmente consigo consertar o erro que cometi.”

“Com Jorge Jesus tentei uma aproximação anos atrás, por meio o Valdo (ex-jogador), quando ele era treinador do Benfica. Me atraía essa ideia de jogar no campo adversário, linha alta, deixando goleiro como sobra da cobertura. Ficamos uns 40 dias rodando pela Europa para ver alguns jogos, me encontrei com o Valdo e disse que queria ver um treino do Jesus, mas fiquei alguns dias apenas em Portugal, também fui à França, Espanha, Holanda, Inglaterra, mas não coincidiram as datas. Segui vendo e admirando pela TV. Mas gostaria de um dia poder sentar e conversar com ele. Assim como uma história que aconteceu com (Marcelo) Bielsa.”

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