Demissão de Enderson: O Bom Senso, ainda que tardio, prevaleceu!

"A diretoria realizou o desejo da maioria avassaladora da respeitável Nação Tricolor"

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Eram idos do final do primeiro semestre de 2018 e o Bahia vinha cambaleante no Brasileirão amargando resultados pífios, especialmente longe da Fonte Nova, com uma colocação não compatível com o elenco que tinha.

Os olhares se voltavam para o desempenho do treinador Guto Ferreira, o Gordiola, que vinha treinando o time pela segunda vez, em menos de 2 anos, quando havia abandonado a barca de forma antiética, indo treinar o time do Internacional.  O time do Gordiola se mostrava pífio jogando fora dos seus domínios, comprometendo de sobremaneira às aspirações da Diretoria e da Grande e Imensa Nação Tricolor.

Assim, aproveitando o momento, a Diretoria trabalhou duramente até conseguir tirar o Enderson do time que dirigia, com relativo sucesso naquele momento, trazendo para “arrumar” o time tricolor.  Trazia junto à esperança de ver o Bahia jogar como um time capaz de ganhar dentro e fora dos seus domínios, melhorando a posição na tabela do Brasileirão.

Os primeiros momentos foram meio que duvidosos, mas a desculpa era a de que o treinador estaria chegando, com um time jogando há algum tempo e que um tempo era necessário para que os resultados do seu trabalho fossem sendo demonstrados em campo. O tempo era necessário pra que o Enderson estabelecesse a sua forma de jogar.

 

O time, de certa forma, melhorou e começou a ganhar alguns pontos longe de Salvador.  Entretanto, a primeira grande decepção estaria por vir.  A perda da Copa do Nordeste, para o “carrasco” Sampaio Correia, modestíssimo time do Maranhão, foi algo muito triste e já mostrava que o novo treinador precisaria melhorar bastante a sua performance, até então mediana em relação ao que se esperava.

O Bahia, por sua vez, melhorou em alguns aspectos na principal competição que disputava, alcançando alguns bons resultados ao longo do certame, terminado com uma razoável classificação.  Outro aspecto positivo foi a participação destacada na Copa do Brasil e na Copa Sulamericana, quando o Bahia alcançou colocações inéditas.

Essas competições e os resultados (o Bahia foi derrotado pelo VAR, na Copa Sulamericana) criaram um alento e adicionaram algum crédito ao recém-chegado treinador, criando uma expectativa de que algo muito bom estaria se aproximando da Nação Tricolor.  O ano de 2018 foi, por assim dizer, de certa forma, um ano bom para o Clube que engordou o caixa e, por questões outras teve que ganhar dinheiro vendendo alguns dos seus melhores jogadores.  Era o final de um ano e início de outro que se mostrava bastante promissor.

O Clube estava bem, o treinador foi confirmado no cargo e com algumas boas contratações para reposição das peças que foram vendidas, tudo levava a crer que o ano de 2019 seria muito melhor que o anterior.  Previsões de uma pré-temporada perfeita !!!

Veio a pré-temporada, o treinador começou o seu trabalho de montar o time e fazer do mesmo uma equipe vencedora.  Era o melhor elenco e orçamento nas disputas das competições do primeiro semestre.  Eram favas contadas para algumas que outros resultados fossem, que não, os títulos.

Contudo, logo de cara uma grande decepção:  fomos desclassificados  da Sul-Americana jogando um futebol ridículo, contra um time desconhecido do Uruguai (quando nada fosse do Paraguai) quando perdemos um jogo aqui e, com muito esforço, conseguimos um empate no jogo de volta.  Fazer o que?

O treinador Enderson Moreira sempre com um discurso de justificar o fato pela intensa agenda do time, pelo cansaço, pelas viagens, pelo campo ruim, pela “melhor” qualidade do adversário (que começava a temporada naquela competição), etc.

Outros resultados considerados desastrosos foram os BAVIS quando o Bahia não conseguiu ganhar nenhum deles, jogando contra um adversário fraco e numa crise administrativa sem precedentes.

Tudo bem!  A torcida já começava a se impacientar com o trabalho do treinador que, começava a colecionar sucessivos insucessos, perdendo pra times sem nenhuma expressão nos campeonatos Baiano, na Copa do Brasil e no Nordestão.

Perder faz parte do futebol, mas perder da forma que vinha perdendo, mostrava que o Enderson, mesmo com um bom tempo acumulado no comando do time, não demonstrava ser capaz de fazer o Bahia jogar dentro de um esquema tático definido.  Às vezes percebia-se que o time em campo não passava de um bando, correndo a esmo.

Alegava o treinador as desculpas de sempre:  campo ruim, cansaço, pluralidade de competições e, pasmem, até o vento foi colocado como desculpa para perder jogos relativamente fáceis.

Porém, o desastre maior estava por vir.  A desclassificação da Copa do Nordeste para (de novo) o Sampaio Correia foi algo abominável.  Depois de um gigantesco prejuízo, financeiro para a marca e cofres do Bahia na Sul-Americana, mais um insucesso de grandes proporções, desta vez no torneio regional.

A torcida via o time, inclusive, com dificuldades para se classificar no torneio de várzea em que transformaram o Campeonato Baiano.  Nesse momento, a torcida de forma contundente e justificada, já exigia a demissão do malogrado treinador.  A Diretoria tentou, de forma muito profissional (pouco entendido pela torcida) manter o treinador e aguardar dias melhores.

Apenas um detalhe:  os dias melhores não vieram!

Enfim, a Diretoria, às vésperas do dia mundial da mentira, o demitiu realizando o desejo da maioria avassaladora da respeitável Nação Tricolor.  Fim do pesadelo!

Agora, vamos torcer para o Bahia contratar um treinador de verdade! Torcer para que esse final de semestre seja algo melhor para o Clube.

Vida que segue!!!

Paulo Fernando, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano

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15 Comentário

  1. Adilson seu comentário é o mais completo que li por aqui.
    Depois de demitir o treinador deve procurar os jogadores que fez panela e demitir também. Time grande como Bahia não pode está passando por tantos veixames. O presidente é o responsável por essa situação, esperou tempo demais para agir.

    • É vdd Carlos, o Enderson tem a culpa dele, mas boa parte dos jogadores estão fazendo corpo mole, isso ficou claro em vários jogos alguns se escondo e sem vontade de disputar a bola mal andavam em campo, se continuar assim pode vir o melhor treinador q infelizmente não conseguirá fazer um bom trabalho se n conseguir gerir o grupo, e qualquer problema irão derrubar o cara.
      Quanto ao treinador vi algumas especificações sobre Jair ventura e Tiago larghi, Jair fez um bom trabalho no Botafogo e só, seu time só joga na retranca, larghi tem mais ousadia, apesar de n concordar com o perfil dos dois aí, se for um ou outro prefiro q seja o larghi q tenta botar o time pra frente. Mas acho que tem q ser um cara q sabe lidar muito bem com o grupo, estilo lisca, R gaúcho, mais aí encontrar um cara assim e q tenha um salário q o Bahia pode pagar é bem difícil.

  2. Paulo Fernando, concordo plenamente com a sua análise.
    Tempos atrás, bem antes das vergonhosas derrotas do Bahia, fiz um comentário aqui e dizia sobre a responsabilidade da Diretoria e, principalmente, do Presidente Bellintane. Entendia a falta de ação dos responsáveis pela gestão do clube como inaptidão ou omissão.
    Afirmei na época: o Bahia tem dois sérios problemas, o primeiro representado pelo agora ex-técnico Enderson; o segundo pela presença de alguns jogadores descompromissados com os objetivos do time, parcialmente resolvido com o afastamento do preguiçoso Guilherme.
    Com a demissão do Enderson resolvemos 50% dos problemas. No entanto, o novo treinador, além de possuir capacidade técnica , precisa ter forte liderança no comando do grupo de jogadores. Todo mundo sabe da grande possibilidade da formação das famosas panelinhas de atletas para fritar seus comandantes quando seus interesses são contrariados.
    Os outros 50%, Em acréscimo ao comentado acima, refere-se ao comportamento de alguns jogadores nas partidas, precisam jogar com mais vontade, dar mais o sangue pelo time, não aceitar passivamente resultados esdrúxulos, tipo derrota para o Sergipe em casa e ser eliminado na Copa do Nordeste pelo minúsculo Sãmpaio Correia.
    Digo mais ainda, é preciso acabar com as atitudes de alguns jogadores que não aguentam a pressão e críticas da torcida, notadamente, na Fonte Nova. A torcida é a razão da existência do clube e apesar de,as vezes, errar e exagerar está no seu direito, paga ingresso e morre de amor pelo seu time. Jogador que se diz profissional, mesmo sem concordar ou se sentir injustiçado, deveria saber que faz parte do espetáculo, tem a obrigação de aguentar as cobranças.

  3. Demitir Paulinho o técnico era sim necessário. Havia um desgaste enorme dele com a torcida proveniente da ausência de bons resultados este ano. Porém, acreditar que o fato por si vai resolver o problema, acho um pecado. O Bahia precisa revê muitas das contratações feita e no que elas resultaram.

  4. Para mim o pior de tudo foi perder para o Sergipe em casa, tendo em vista que esse time perdeu todos os jogos da Copa do Nordeste e veio a Salvador e ganhou do Bahia.

  5. BOM DIA NAÇÃO TRICOLOR, O que mais me incomoda e esses caras vem trabalhar aqui no Bahia e não tem noção da gradeza do nosso BAÊEEEEA, pra jogar aqui no no Bahia que é um time de RAÇA,TRADIÇÃO E TANTAS VEZES CAMPEÃO a diretoria tinha que distribui uma cartilha CONTANDO A HISTORIA DESSA NAÇAO CHAMADA E.C. BAHIA(PARA VESTI ESSE MANTO TRICOLOR), QUE TEM GENTE QUE ACHA ISSO AQUI E COLONIA DE FERIAS.NOS TORCEDORES DO NOSSO BAHIA MERECE MUITO RESPEITO. OBRIGADO

  6. Concordo que o técnico arrumava muitas desculpas para as péssimas partidas do Bahia, aliás este ano, para mim nenhuma partida foi convincente, mesmo aplicando algumas goleadas. Alguns dos novos contratados enganam muito, mas, o que assisti no sábado, foi demais, era nítido a má vontade dos jogadores em campo, fingindo que estavam jogando. Não marcavam, não corriam me dando a impressão que erravam de propósito. Daquele jeito, não havia treinador que desse jeito. Espero que eles deixem de lero lero e joguem para fazer jus aos altos salários que ganham.

  7. Comentario equilibrado,coisa cada vez mais rara. Concordo, perder faz parte do jogo, mas a forma como o time esta perdendo é que deixa a torcida revoltada. A Diretoria fez certo, segurou o Enderson maximo que pode, mas ficou insuportavel. Fregues do Sampaio Correia, PQP!

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