Em apresentação no Vitória, Marcelo Chamusca pede desculpas ao Oeste

Treinador falou também sobre a pressão pelo acesso

Foto: Mauricia da Matta / EC Vitória

O Esporte Clube Vitória apresentou na tarde desta segunda-feira (10), o técnico Marcelo Chamusca, na Toca do Leão. O treinador assinou contrato até o fim de 2019. Ele chega com a missão de reconduzir o Leão de volta à elite do futebol nacional, porém, antes da Série B, disputará outras competições (Baianão, Copa do Nordeste e Copa do Brasil), em que precisará se sair bem para chegar na Segundona com moral.

Natural de Salvador, Marcelo Chamusca tem 52 anos já comandou Vitória da Conquista, Salgueiro, Atlético-GO, Guarani, Sampaio Corrêa, Salgueiro-PE, Fortaleza, Ceará e Ponte Preta. Ele subiu com o Vozão para o Campeonato Brasileiro da Série A de 2018 com uma campanha de 67 pontos (19 triunfos, 10 empates e 9 derrotas) terminando a Série B na 3ª colocação, e teve uma breve passagem pela Ponte Preta esse ano, porém, sem sucesso.

“No lugar deles também ficaria [chateado]. Até certo ponto é interessante esclarecer. Como falei, já existia uma relação nossa com o Vitória. E essa relação, após o término do Campeonato Brasileiro, ela continuou. Houve conversas, mas não chegamos ao ponto de negociar. A gente tinha algumas tratativas, que eram feitas pelo meu representante. Quando apalavrei com o presidente do Oeste, a quem peço desculpas publicamente, porque aceitei compromisso. A gente teve uma palavra. Houve um equívoco de comunicação, que fez com que eu apalavrasse onde tinha um representante conversando com o Vitória. Fiz a análise de todos os fatores positivos e ficou muito fácil por isso [acertar com o Vitória]. O maior ponto positivo era o pessoal, que teria a oportunidade de trabalhar onde está a minha família, o meu pai tem 87 anos. Falei diretamente com o presidente do Oeste. Acho que foi a melhor decisão [vir para o Vitória], e estou muito feliz. O fato é que o Vitória queria me contratar e eu queria trabalhar no Vitória. Eu tomei a minha melhor decisão”, disse.



O treinador também falou sobre os objetivos para a temporada 2019, a importância de conquistar o acesso para Série A com o Vitória e o retorno à Salvador, sua terra natal onde começou a trabalhar na parte do futebol. Veja tudo abaixo.

“Eu quero ganhar tudo. Se eu venho para um clube como o Vitória, tenho o Campeonato Baiano e vou falar que não quero ganhar é o fim da picada. Inclusive, tenho esse dado, eu conquistei o Cearense em 2015, o Paraense em 2017 e Cearense em 2018. Só não conquistei em 2016 porque não joguei, acabei saindo na primeira fase. Nos últimos três anos tive êxito. E falar para você que não almejo conquista não vou estar sendo verdadeiro. Vou trabalhar. Meu trabalho é montar, mas a gente precisa performar. Copa do Nordeste é meu sonho de conquista. Ano passado e infelizmente esse ano o Ceará me privou desse sonho. Disputei com o Salgueiro, com o Fortaleza. E Copa do Brasil a gente tem não só pela necessidade do clube, que pesa no orçamento. É uma competição muito atrativa. Vou trabalhar muito para que a gente consiga ter êxito e buscar títulos. Não sei se são 20, 22, mas tenho muitos títulos na carreira.

“O presidente falou da importância do retorno à Série A. Temos uma competição de 38 rodadas, que começa em abril, mas antes disso temos um calendário com outras competições que vamos ter que brigar em todas elas. Vou ter a oportunidade de reconstruir, e uma reconstrução é interessante. Vamos começar uma reconstrução juntos, e estou aqui porque acredito no projeto. O Vitória tem todas as ferramentas que o treinador precisa para ter êxito: camisa, torcida. Muitos jogadores querem jogar aqui, que é clube grande. Nossa cidade é muito atrativa. Juntando todos esses aspectos, temos todas as condições de mudar essa história. Montar uma equipe para conquistar os resultados que precisamos”

“Acho que eu estou chegando no momento certo. Comecei aqui em 1994, trabalhei oito anos com formação de atletas, divisão de base. Depois virei auxiliar técnico e treinador. Eu concluí todas as etapas necessárias de formação de profissional e acho que essa maturidade e esse conhecimento de mercado, trabalhando fora do Brasil…Em algum momento formando atletas, isso me dá condição para trabalhar ao longo da minha carreira. Esses oito anos foram muito importantes. Acho que concluí etapas fundamentais e que chego muito preparado para esse desafio. Sei que a minha responsabilidade é maior por ser daqui. Me sinto no momento que preciso retribuir a esse clube, que em algum momento me abriu as portas, para colocar o Vitória na condição que merece, que é jogando a Série A e que o torcedor tenha orgulho de ver. Acho que estou chegando no momento certo. Talvez ano passado pudesse acontecer, dois anos depois…Mas não, acho que o momento certo é agora. E no momento que você participa da montagem. Talvez, ano passado, seria mais difícil para mim, na condição de pressão que o clube se encontrava”

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