Bellintani lamenta e esclarece negociação de Régis: “Não era nosso desejo”

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Após a oficialização da saída por empréstimos do meia Régis para o Al Wehda, por 2,1 milhões (com o Bahia ficando com 80%), o presidente Guilherme Bellintani se pronunciou. Em entrevista concedida no programa de rádio oficial do clube, na noite desta terça-feira (04), o mandatário lamentou a saída do jogador que a diretoria fez muito esforço para trazer e também “lutou” para segurá-lo recentemente depois de uma proposta do clube árabe. No entanto, segundo o Bellintani, o atleta não queria mais ficar e a insistência acabou sendo em vão.

Veja abaixo:



“A gente não tem nunca apenas boas notícias. A notícia triste, a gente confirmou a saída do Régis, um jogador que a gente fez um grande esforço para trazer, adquirindo os direitos em definitivo. Fizemos um planejamento longo para a carreira dele no Bahia. Há cerca de 15 dias, teve uma abordagem dele e do clube árabe, nós conversamos muito, pedimos que ele entendesse que era importante continuar, e ele entendeu. A gente está buscando manter o elenco fortalecido. Ele se convenceu disso. Há cerca de três, quatro dias, houve uma nova investida, ele novamente insistiu, dizendo que estava decidido a não jogar mais pelo Bahia. Tem uma hora que a gente vê que a insistência não faz sentido. Tivemos a difícil decisão de viabilizar a saída por empréstimo”, disse.

“Não era nosso desejo, não fazia parte de um elemento financeiro. Pelo valor, claro que protege o patrimônio de clube, mas não é determinante para a vida do clube. A gente tentou de toda forma, mas diante da insistência, o desejo dele de não jogar mais, a gente entendeu que precisava ceder em nome da unidade do grupo. Que fique no Bahia aquele jogador que quer ficar no Bahia. Tem uma hora que o clube fala mais forte, fala mais alto. O que a gente tem que ter no grupo, são jogadores que queiram vestir a camisa do clube. Conversamos com Régis de maneira muito equilibrada. Conseguimos um negócio razoável para o clube. Dizer que a gente lutou, a gente se sentiu vencido nessa reta final. Pela minha sensibilidade, pela experiência nas relações humanas, tem momento que a gente precisa se dar por vencido, pensando na unidade, pensando no clube”, disse.

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