Bahia já planeja finanças de 2019 sem a Globo e com queda de R$ 33 milhões

"Será uma queda, mas temos de conviver com isso", diz Bellintani

Foto: Felipe Oliveira / ECB

As conversas entre Bahia e Globo para transmissão para TV aberta e PPV seguem amarradas de corda e pelo visto iniciará 2019 ainda sem acordo entre as partes. A proposta da Globo entregue à Bahia, Palmeiras e Atlético-PR permanece a mesma. Para TV aberta a divisão é de 40% do valor total repartido entre os times (R$ 600 milhões), 30% por jogos exibidos e mais 30% pela performance. Porém, o impasse é ainda a tal redução financeira para quem havia fechado com o Esporte Interativo.

De acordo com matéria veiculada no Estadão, a Globo já admite a possibilidade de não passar os 380 jogos. A transmissão das partidas passa por um impasse, já que Bahia, Atlético-PR e Palmeiras ainda não fecharam contratos com a Globo para a exibição das suas partidas em 2019. De acordo o jornal, o trio não aceitou a proposta para as duas outras plataformas (TV aberta e PPV) por discordarem de uma redução de 5% a 20% no valor.

O Estadão procurou os presidentes dos três clubes, porém, apenas Guilherme Bellintani, mandatário do Bahia, aceitou falar. Segundo o dirigente, as conversas continuam, porém não é possível estimar se haverá acordo. O clube baiano já pensa em 2019 sem a Globo com uma redução de R$ 33 milhões o faturamento.

“Em 2018 vamos ter um faturamento perto de R$ 128 milhões. No ano que vem, sem a Globo, deve cair para R$ 95 milhões. Será uma queda, claro, mas temos de conviver com isso. Se tiver mesmo de acontecer de ficar sem jogos na televisão, vejo como um processo natural”, disse.



Para o executivo da Globo, o impasse enfrentado é um processo natural.

“Se procurarmos no histórico, constataremos que já vivemos situações similares. Refiro-me à preparação para um ciclo seguinte enquanto se define passos como a aquisição de direitos. O Grupo Globo é competente e responsável em tudo o que faz, perante seus parceiros comerciais e público. Isso conta. Respeitamos a posição dos clubes que até o momento não desejaram firmar acordo conosco, exercendo seu legítimo direito de escolha quanto a destinação de seus direitos”, comentou.

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