Presidente do Conselho Deliberativo do Vitória defende a democracia rubro-negra

Através de carta divulgada no site oficial do Esporte Clube Vitória, o presidente do Conselho Deliberativo do Leão, Paulo Catharino Gordilho Filho, se pronunciou sobre reclamações referentes as prestações de contas e defendeu a democracia rubro-negra. Veja abaixo: 

“Caros Conselheiros e Associados,

Diante de recentes notícias veiculadas na imprensa e questionamentos recebidos acerca de prestação de contas do Conselho Deliberativo no ano de 2017, venho através desta nota esclarecer alguns fatos. Inicialmente, cumpre destacar que este Conselho Deliberativo tem se mostrado como um dos mais atuantes da história do clube, seja em números de reuniões e participações efetivas como em ações históricas como a elaboração do estatuto democrático do Clube, dos regimentos internos do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, procedimentos ético-disciplinares apurados, reprovação de contas, pela primeira vez na história do clube, de gestores eleitos na mesma chapa, o que demonstra seriedade e comprometimento com a instituição Esporte Clube Vitória.

Cabe ressaltar também a histórica e simbólica abolição da taxa de conselheiro, paga anualmente, o que rompeu com o fator econômico-financeiro como óbice para o exercício de conselheiro do torcedor mais humilde, mas não menos preparado. Em contrapartida, por entender que bastava ser associado para ser eleito conselheiro, naturalmente, a manutenção da condição de associado passou a ser obrigatória, ao contrário de como se era em antigas gestões, onde muitos conselheiros sequer eram associados. Além da disponibilização do antigo estacionamento exclusivo dos conselheiros para que o Clube utilizasse da forma que melhor entendesse e auferisse receitas, portanto.



É válido lembrar ainda que uma das nossas bandeiras na campanha para o Conselho Deliberativo foi justamente a independência dos órgãos. Até então, o Conselho Deliberativo dependia exclusivamente do Conselho Diretor para realizar as suas ações, o que poderia ser completamente prejudicial caso opositores ocupassem as presidências dos órgãos. Diante disso, assim que empossados, solicitamos a abertura de uma rubrica do Conselho Deliberativo, com orçamento próprio para que esse órgão tão importante e guardião do Estatuto Social do Clube pudesse ser gerido de forma independente. Além disso, solicitamos uma sala própria no prédio administrativo do Clube, que serviria como “embaixada” para que todo conselheiro pudesse acessar a fim de exercer suas funções de forma independente.

As prestações das contas do Conselho Deliberativo de 2017 já foram prestadas aos conselheiros, através de e-mail. Para não restar dúvidas, o resultado de 2017 foi superavitário e ainda assim diminuímos consideravelmente o orçamento para 2018. Os custos referentes ao Conselho Deliberativo são basicamente referentes às suas reuniões e registros de atas em cartório, além de demais despesas cartoriais eventuais ou publicação de edital em jornal de grande circulação quando necessário.

Cabe esclarecer ainda que os custos de operação das reuniões são apresentados e executados pelo Conselho Diretor, competindo a mim apenas a aprovação do pagamento e o seu enquadramento na rubrica do Conselho Deliberativo. Nem eu, tampouco nenhum conselheiro manipula recursos, presta serviços ou escolhe quem são os prestadores de serviços. Em referência à viagens pelo clube, como demonstrado, viajei poucas vezes e todas para representar o Esporte Clube Vitória em eventos institucionais, quando convocado pelo Conselho Diretor, seja para reuniões com CBF, Caixa Econômica Federal, Liga do Nordeste etc, jamais acompanhado de nenhum conselheiro do clube.

Sempre estive e sempre estarei à disposição de qualquer presidente para ajudar e contribuir com o clube do meu coração, ao qual tenho grande honra em presidir de forma democrática, transparente e abnegada seu Conselho Deliberativo. Este Conselho Deliberativo que rompeu os grilhões da aristocracia de um clube centenário, incomoda e muito àqueles que se acham donos e salvadores da pátria e hoje querem de uma forma ou de outra culpabilizar a democracia e os associados pelos maus desempenhos obtidos em campo nos últimos anos, como se antes do processo democrático se instalar tudo tivesse sido mil maravilhas. Aliás, passivos são descobertos a cada dia advindos de gestões não democráticas, que dentro de campo também levaram o clube à pior mancha da sua história. Os valores democráticos hão de resistir e a massa rubro-negra não esmorecerá. O Vitória é do seu torcedor.
SRN

Paulo Catharino Gordilho Filho”

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