Desinteresse na Copa do Mundo da Rússia bate recorde no Brasil

Situação política terrível, ladrões de todos os tipos instalados em todas as esferas, uma CBF infestada acusações graves, economia em baixa, desemprego alta, golpe político sem precedente quando juntos trouxeram de certa forma uma grande desilusão com as cores nacionais e acabaram influenciando no interesse dos brasileiros na Copa do Mundo que para nós se inicia no próximo domingo contra a Suíça, às 15h, assim acredito!

Segundo pesquisa nacional do Datafolha realizada na semana passada e publicada nesta terça-feira no Jornal Folha de São Paulo, apontam 53% dos brasileiros não ter nenhum interesse pelo Mundial, isso em um ano eleitoral, com a economia fraca e ainda na ressaca de uma manifestação de caminhoneiros que quase paralisou o país. No final de janeiro, o índice de desinteressados era de 42%.



De acordo a matéria o jornal percorreu as ruas de São Paulo em busca de possíveis explicações. “Tem crise, pessoal passando necessidades, corrupção na CBF, isso desanima. Vou assistir, mas não com aquela vontade. Acompanho bastante futebol, mas a Copa já foi bem mais motivante”, disse o assistente de departamento de pessoal Guilherme Guerreiro.

Segundo o Datafolha, a marca de agora é a pior às vésperas do torneio desde 1994, quando o instituto fez a pergunta pela primeira vez. O desinteresse pelo Mundial da Rússia se destaca entre as mulheres (61%), pessoas de 35 a 44 anos (57%), moradores da região Sul (59%) e aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos (54%).

O Datafolha ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios na quinta (7) e sexta-feira (8), e a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segundo o levantamento, apenas 18% dos entrevistados dizem ter grande interesse pela competição, a mesma fatia dos que afirmam ter médio interesse. Já os que se declaram com pouco interesse com o Mundial chegam a 9%.

A pior marca antes de um Mundial havia sido em 2014, quando 36% disseram não ter nenhum interesse pelo torneio que começaria no Brasil. O cenário, à época, era de gastos bilionários com estádios, muitos deles que depois se transformariam em elefantes brancos, e promessas em série não cumpridas de obras de mobilidade nos estados.

Em 1994, por exemplo, quando a seleção do então técnico Carlos Alberto Parreira chegava aos Estados Unidos pressionada por um jejum de 24 anos sem Copas, apenas 20% dos brasileiros declaravam não ter interesse pela Copa. Na ocasião, a seleção conquistou o tetracampeonato finalizou o artigo

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