Somos todos apaixonados pelo Bahêa!

Carinho, respeito, admiração, sempre terão, tanto quanto os apupos! Os torcedores de qualquer clube, somos na essência passionais! É algo intrínseco a persona torcedor! Nós Bahêas, nas últimas duas décadas, estamos órfãos de ídolos, que de fato seja digna de sê-lo. E mesmo, vivendo essa dualidade entre o amor e ódio, aos nossos jogadores, no obstante, estamos constantemente em busca, de quando nada um Talisca, Ávine, Juninho, Roger, a cada bom momento de um deles, renasce a esperança de termos novamente um grande ídolo.

Mas como um grande ídolo, precisa de companheiros compatíveis em quase toda posição. Aí, então a coisa se complica. Ah, o que seria do grande ídolo de 59, se houvesse um elenco do mesmo nível. De Bobô se não houvesse Zé Carlos e todo o elenco de 88. Essa orfandade não é só uma peculiaridade do Esquadrão de Aço, os demais times também são vítimas. O capitalismo, a globalização, está matando os nossos ídolos, no berço e levando-os além-mar. Antes, levava-os já maduros, já ídolos, agora levam no berço.

Assim como antes, levaram os daqui, o Bebeto, antes deste ser o Bebeto, que não nasceu Flamengo, mas se fez Flamengo. Há certas exceções, Bobô nasceu Bahia, foi para lá, voltou, O Bobô do Bahia, que passou por lá, mas sempre será lembrado do Bahia! Como diria o poeta Caetano Veloso – Quem não amou a elegância sutil de Bobô – Bobô Bahia, que viveu como ninguém a passionalidade tricolor, só que este nos deu algo a mais com o elenco. Mais uma estrela, e todos eles, são estrelas em nossos corações, mas a dele é que mais brilha, pelo menos para mim.

Nossa passionalidade nos fazem assumir outras personas, sim, somos um pouco de tudo, arbítrio, gandula, goleiro, atacante, comentarista, treinador e os cambão! Um dia desse escrevi como sempre uma sandice, como essa aqui, na ocasião fui favorável a permanência do Preto, e que a diretoria, deveria colocar o preto no branco, ou seja efetivá-lo. E se ainda não escrevi, que já deve tirá-lo, por vergonha de ser tão volúvel… tão vulnerável ao que vejo agora, mas converso, tá difícil me conter. Eu não pedi para ser torcedor, eles que me fizeram se torcedor, como diria Antoine de Saint-Exupéry – Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

O problema do Bahia só o elenco pode resolver… por mais que venhamos apoiá-los se eles não se apoiam, neles próprios no orgulho, na vontade, na força interior de superar as más fases, já estarão derrotados antes mesmo de entrarem em campo. Eles precisam de autoajuda, ou sei lá o quê. Por mais que o Preto fosse burro, ele sabe muito bem o que o torcedor quer ver novamente em campo, o time do Guto. Olha eu jamais pensei que diria isso, eu só não! Tenho quase certeza que muitos do que, sem o que fazer, me leem, também viajou nessa maionese… Quem dirá o Guto, os faz falta!

Tenho certeza que o Preto, sabe do que estamos falando, penso que este, também fala para os seus comandados, mas estes estão entendo suas palavras? Só Deus sabe! Eu só sei que como torcedor, passional que sou, senti na pele a falta de carinho deles, eu, o argentino Alan e o Jones, presidente da Embaixada tricolor em Goiás, fomos recepcioná-los ao entrarem no ônibus, e a gente feito bobôs, aos berros “BBMP”, gritávamos o nome de um de outro e eles nem se quer tava nem aí, éramos uns gatos pingados… mas éramos Bahia e sempre seremos, mas eles são passageiros… E muitos deles indignos de chamá-los de ídolos.

Todos foram iguais na sua indisfarçada indiferença, até mesmo Feijão. Mas, ainda demos desculpa para isso, eles estavam concentrados no jogo, por isso não nos deram tanta ou nenhuma atenção. Somos piegas! É por isso que carinho, respeito, admiração, sempre terão, tanto quanto os apupos! Embora, atualmente mereçam mais apupos que aplausos! Só porque somos torcedores se não fosse assim não seríamos, o que somos apaixonados pelo Bahêa!

Lázaro Sampaio, torcedor do Bahia e amigo do BLOG.

 

Texto recuperado

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